Esta quinta-feira, 21, já começou com uma notícia bombástica no mundo da política. O ex-marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT), teria assinado a colaboração com a Justiça conhecida como "delação premiada". O homem que teve as ideias das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada Dilma Rousseff está preso há cinco meses em Curitiba, no Paraná, local de trabalho do juiz federal Sérgio Moro e de onde é coordenada a Operação Lava Jato. Além de João Santana, a mulher dele, a empresária Mônica Moura também assinou o acordo formal de delação premiada. Inicialmente, a empresária falaria sozinha sobre o caso, mas o acordo não foi aceito por procuradores.

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Talvez tentando ajudar a esposa a ter uma pena de prisão menor, João Santana decidiu colaborar. 

Anteriormente, comentava-se que o marqueteiro evitava falar qualquer coisa para não perder clientes, mas o clima da prisão fez com que ele mudasse de ideia ao longo dos meses, afinal, as prioridades também mudam. Jornais chegam a chamar as revelações do canal como "delação do fim do mundo". As revelações podem ser importantes para que a Lava Jato tenha continuidade. O juiz Sérgio Moro chegou a dizer que a previsão é que a investigação tivesse fim já nesse fim de ano, mas agora isso pode mudar. João Santana era considerado um fiel escudeiro de #Lula. Os segredos que ele guarda podem ser capaz de derrubar novos nomes do PT. Há quem acredite que isso ocorra até mesmo com o ex-presidente. 

De acordo com o site 'Diário do Poder', a delação ainda não aconteceu.

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João, a mulher e os investigadores ainda negociam algumas coisas, mas a delação já foi firmada. O casal agora está preso no mesmo local, o que facilita uma possível acareação. Antes, eles ficaram detidos em locais diferentes, ela em um presídio feminino e ele no Complexo Médico Penal de Curitiba. Os dois respondem por lavagem de dinheiro, através do recebimento ilegal de mais de 4,5 milhões de dólares de um estaleiro que fornecia serviços para a maior estatal brasileira, a Petrobras.