As boas-vindas aos jornalistas estrangeiros que estão no Brasil para cobrir os Jogos Olímpicos de 2016 já foram dadas. De acordo com o jornal O Globo, uma equipe de televisão australiana sofreu uma tentativa de assalto enquanto estavam filmando imagens e entrevistas no calçadão de Copacabana, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os repórteres cinematográficos e a jornalista que estava no local disse que quem realizou a ação foi um grupo de travestis da cidade, que tentou levar seus pertences.

Christiane Ahern, correspondente internacional responsável por realizar as matérias sobre as Olimpíadas no país para o Canal Nove, falou para O Globo que quem conseguiu "salvar" a sua "pele" foi o segurança da equipe, que reagiu rapidamente diante do perigo iminente.

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Contudo, as travestis que tentaram assaltar os jornalistas presentes conseguiram machucar a cabeça de um repórter cinematográfico, que filmava imagens no local. O objeto que causou o ferimento foi uma bolsa pesada. Não se sabe o que havia dentro dela ainda.

Ataque violento quase acaba mal

"Um dos travestis foi na direção do Glen e aí os seguranças intervieram, mas ele levou uma bolsada bastante dura, parecia que tinha um tijolo ou outra coisa dentro", contou a jornalista Ahern.

De acordo com a comunicadora social, o segurança que trabalhava com ela no local não ficou ferido, apesar do susto.

"Ele é muito experiente, virou para mim e disse: 'Tem um tempo desde que eu fui derrotado por uma bolsa de mulher'", disse ela.

Ahern deixou clara sua admiração pelo trabalho do segurança. Caso ele não tivesse agido rápido, segundo ela, poderiam ter ficado em maus bocados no Brasil.

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A jornalista se disse também revoltada com a passividade da polícia brasileira. Ela não entendeu como as travestis que a atacaram não se sentiram incomodadas com a presença dos oficiais.

Ainda assim, ela notou a presença de militares com "armas pesadas" em locais próximos, o que não impediu o crime. A jornalista lamentou o ocorrido às vésperas das Olimpíadas e não entende como isso pode acontecer tão facilmente. #Crime #Rio2016 #Investigação Criminal