Neste sábado, 16, foi noticiada uma decisão que para muitos é vista como estranha. A #Justiça de Brasília decidiu não julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele e outras seis pessoas são acusados de comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da maior estatal brasileira, a Petrobras, e que foi alvo da Operação Lava Jato. A Justiça decidiu que outra vara deveria julgar o caso, mas não disse exatamente qual. A decisão ajuda o ex-presidente. Ela era um pedido dos advogados do petista, que queriam que outro juiz, que não fosse da vara especializada, ficasse com o processo. De acordo com o G1, o novo juiz ainda não foi escolhido. Esse nome poderá aceitar ou não o pedido em formato de denúncia da Procuradoria-Geral da República.

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O magistrado, no entanto, pode ou não transformar #Lula e outros seis acusados em réus.

Uma coisa já fica clara de imediata. A decisão da Justiça de Brasília dá mais tempo para Lula e seus advogados. Contrários ao ex-presidente dizem que isso pode acabar gerando a impunidade do caso. Além desse processo, Lula é alvo de vários outros, como do Ministério Público de São Paulo, que analisa a compra de um tríplex no Guarujá e a própria Lava-Jato, ainda nas mãos de Sérgio Moro. Os advogados do petista já tentaram diversas vezes também tirar a competência de Moro no caso, mas não conseguiram. No entanto, o juiz federal da Lava-Jato foi obrigado a prestar explicações sobre diversas de suas decisões, como grampear os telefones do ex-líder sindical. A explicação foi dada após um pedido do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Quem também tem problemas na justiça é a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). O processo dela, como sabemos, é pela deposição no processo de impeachment. Essa escolha ficará a cargo dos Senadores brasileiros. Para que haja a deposição, a votação contra a petista que é prevista para o final de agosto, pelo menos 54 Senadores precisam escolher contra Dilma. No dia 12 de maio, o número de Congressistas foi de 55 que votaram contra ela.