Os Militares podem permanecer no Rio de Janeiro após a realização dos jogos olímpicos. A decisão final ainda é do Ministério da Defesa e das Forças Armadas, mas o pedido já foi solicitado. Neste sábado, 10, o procurador-regional eleitoral do Rio de Janeiro, Sidney Madruga, solicitou mais segurança para as eleições municipais deste ano na região, que prometem ser muito disputadas por conta do "legado olímpico". O pedido foi feito ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, conhecido por analisar processos de quem tem foro privilegiado. No texto enviado a Janot, Sidney Madruga argumenta que as Forças Armadas trariam mais tranquilidade à cidade maravilhosa, especialmente em áreas onde o estado não consegue chegar, como favelas e bairros dominados pro milícias e traficantes.

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O pedido foi confirmado neste domingo, 10, pelo colunista Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'. 

O Exército, a Marinha e a Aeronáutica, no entanto, não ocupariam só o município do Rio de Janeiro, onde acontecerão as disputadas esportivas que valem medalhas na Olimpíada, mas também a Baixada Fluminense, conhecida justamente pela forte atuação de milícias. Nas redes sociais, cariocas e fluminenses pedem socorro. "Nos ajude", disse uma professora que contou nessa semana que sua escola sofre constantemente ataque a tiros. Por conta da disputa esportiva, alunos de escolas públicas não terão aula nas próximas semanas. Até mesmo o transporte público deve dar privilégio a quem comprar bilhetes antecipados. Será decretado feriado em dias movimentados, principalmente para os servidores.

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O objetivo é deixar a cidade transitável para quem for acompanhar as disputas. 

Nos últimos meses, o estado do Rio de Janeiro vem passando por uma crise sem precedentes. Os atrasos nos pagamentos dos servidores levou até policiais e bombeiros a fazerem manifestações. No aeroporto internacional Tom Jobem, na Ilha do Governador, eles chegaram a estender uma faixa preta com a frase 'Bem-Vindo ao Inferno'. Os dizeres estavam em inglês, sendo um cartão de visita nada agradável para quem chegava na cidade.  #Justiça #Rio2016