Na manhã desta quarta-feira (27), a Justiça de Santa Maria informou que todos os réus que foram acusados na tragédia que chocou o Brasil, o incêndio na Boate Kiss, serão levados a júri popular. Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal, comunicou que agora os acusados serão julgados por cidadãos da comunidade.

Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, que são os donos da Boate Kiss, além de Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus Santos, que são músicos, terão que responder pelo #Crime de homicídio doloso de um total de 242 vítimas do #Incêndio que aconteceu no dia 27 de janeiro de 2013. Esta foi uma das maiores e mais tristes tragédias no país.

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Os réus responderão não só por homicídio doloso como também por tentativa de homicídio, referente a 653 pessoas que ficaram feridas.

Esse julgamento ainda poderá contar com outras pessoas, entre eles o bombeiro que supostamente fraudou os documentos para a boate, além de um ex-sócio que na época prestou falso testemunho e agora terá que responder perante a Justiça, além de um ex-contador que também pode ter contribuído para o funcionamento ilegal do estabelecimento. Já estão abertos os prazos para vistas do MP e também recursos dos acusados que não concordarem com a decisão.

Agora é o Conselho de Sentença que conta com a participação de 7 jurados que deverá decidir se estes réus são culpados ou não, referente às acusações de homicídio duplamente qualificado, sendo que foi 242 vezes consumado e 636 vezes tentado.

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Até agora já são mais de 20 mil páginas, dispostas em 93 volumes, compondo o processo criminal referente ao incêndio da Boate Kiss e mais de 200 pessoas já foram ouvidas, sendo que deste total, 114 são vítimas, outras 16 são testemunhas de acusação, 50 foram pessoas que se apresentaram como testemunhas de defesa e teve ainda o depoimento de 2 vítimas que ficaram feridas, testemunho de 18 peritos mais 4 réus.

A boate Kiss foi inaugurada em 2009 e era um dos maiores sucessos da cidade, sendo grande o número de pessoas que sempre formavam fila para entrar no estabelecimento. A capacidade máxima era de 691 pessoas, mas no dia do incêndio haviam quase 1.500. #Investigação Criminal