A Justiça Federal do estado de São Paulo decidiu acabar com uma regalia do filho do presidente em exercício #Eduardo Cunha, do PMDB. Felipe Dytz da Cunha, de 23 anos, já é sócio de duas empresas e gerente geral de uma terceira. Mesmo com tantas posses, ele tinha uma passaporte diplomático, o que deixava com que Felipe entrasse em qualquer país que tem acordo com o Brasil sem nenhuma burocracia ou pagamentos de taxas, como os vistos, por exemplo. Só o visto americano custa em média R$ 550 atualmente. O valor costuma varias ao longo dos meses por conta do dólar e sua cotação com o real. A informação sobre o cancelamento do passaporte diplomático do filho de Eduardo Cunha foi confirmada nesta terça-feira, 19, pelo jornal 'O Estado de São Paulo'. 

A decisão ainda é liminar.

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Ela foi movida a partir de uma ação popular feita pelo advogado Ricardo Amin Abrahão Nacle. Ele entrou na Justiça e questionou o porquê do empresário filho de Cunha poder ter o passaporte diplomático. Curiosamente, o benefício de Felipe em viajar para onde quisesse como "diplomata" foi postergado durante o #Governo da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2015, meses antes  do pai dele, Eduardo, abrir um processo de impeachment contra a representante do Partido dos Trabalhadores (PT). Dytz usou o argumento de que era dependente de um dos homens da linha presidencial e conseguiu o passaporte. 

 

 

O juiz Tiago Bologna Dias não concordou com o empresário. Para ele, a concessão do passaporte é um desvio de finalidade. O juiz federal explica que o povo em nada ganha com a entrada do jovem em países estrangeiros, afinal, ele não ia para nenhum dos locais para fazer política, mas sim quase sempre a passeio.

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Agora Felipe, caso queira viajar para destinos paradisíacos, terá que enfrentar toda a burocracia do dia a dia, como as filas do pagamentos, além das taxas, é claro.

A assessoria de Eduardo Cunha preferiu não comentar a perda do benefício do filho do deputado. Nas redes sociais, muitos brasileiros comemoraram a decisão.