O apresentador Luciano Huck já deu algumas entrevistas em que diz não planejar um caminho na política brasileira. No entanto, em todas elas ele jamais descartou o sonho de concorrer à presidência do Brasil. Talvez um cargo alto demais para começar, mas mesmo negando se inserir na política, o comunicador da TV Globo apoiou claramente o candidato Aécio Neves, na campanha à presidência de 2014. Não deu. Dilma Rousseff acabou vencendo de novo e ele não gostou. Huck foi flagrado por câmeras bastante chateado. Normal, ele havia perdido. 

Não será de estranhar se um dia o marido de Angélica anunciar que vai deixar a TV para engrenar na política.

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Essa é uma desconfiança constante de artistas e políticos. Huck nega ser "populista", mas leva na TV ações que podem assim ser enquadradas. Neste sábado, 16, novamente ele foi político, colocando-se como um cara que aceita discussões, "bonzinho", quase um herói do povo brasileiro. Ele recebeu em seu palco haitianos que haviam criticado opiniões dadas pelo comunicador em um jornal e também durante uma transmissão de um jogo da seleção brasileira de futebol contra o Haiti.

Luciano fez uma meia culpa. Revelou que não poderia falar tudo o que tinha feito no país, pois faria surpresas envolvendo militares brasileiros. No entanto, reconheceu que não teve tempo para conhecer todo o país e pediu que os haitianos dissessem o que queriam que fosse mostrado do país. Novamente, ele conseguiu sair por cima.

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Marcas vinculadas ao apresentador, no entanto, já se meteram em muitas polêmicas. Ele já foi acusado do racismo a tentar ganhar dinheiro com uma campanha popular. Na TV, as críticas não abalaram Huck. Ele aos poucos tem parado de reformar casas e carros, tem feito um assistencialismo mais barato em tempo de crise. Pessoas comuns tem seus talentos reverenciados. Mutirões são feitos e tudo parece bem político, apesar de novamente lembrarmos que ele nega tudo. 

A parte ruim de tentar o tempo todo passar essa mensagem é que as pessoas as vezes desconfiam e desconfiam muito.  #Governo