O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma pessoa em seus palanques e outra completamente diferente fora deles. De acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, em nota publicada neste domingo, 10, no jornal 'O Globo', o representante do Partido dos Trabalhadores (PT) tem concordado com as medidas econômicas do presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB. Ele teria dito durante uma conversa com uma aliado político na semana passada uma inconfidência para lá de surpreendente. O político não é qualquer um, mas sim um ex-Ministro do governo de sua ex-aliada, a presidente afastada Dilma Rousseff. O nome do Ministro, no entanto, não foi revelado.

Publicidade
Publicidade

Ao ex-chefe de uma pasta importante do governo, #Lula confidenciou: "O Temer está fazendo tudo certo na economia". Basta saber como Michel e sua equipe estão olhando e ouvindo essas considerações, afinal, o ex-líder sindical é tido como um dos prováveis candidatos à presidência da república em 2018. O jornalista do jornal 'O Globo' foi além em sua nota. Segundo ele, o nome mais conhecido do PT não era muito feliz com as estratégia governamentais de Dilma. A opinião de Lula não teria mudado muito e é bem ruim sobre sua sucessora. 

Não é a primeira vez que notícias vinculando uma suposta ira do petista com Rousseff ganham a mídia. Isso, na verdade, é bem comum. Em 2014, por exemplo, diversos veículos de comunicação chegaram a dizer que o ex-presidente não queria que a primeira mulher eleita à presidência no Brasil voltasse a concorrer a um pleito eleitoral.

Publicidade

Os motivos dele eram claros, insatisfação popular e economia indo água abaixo. Dilma, no entanto, não teria aceito ceder seu espaço para o político, ameaçando vir concorrendo sozinha. Isso provavelmente faria com que nem um, nem o outro vencesse as Eleições, afinal, a petista teria a máquina público a seu favor.

Oficialmente, Lula e Dilma são aliados e negam qualquer desavenças. O máximo que ambos falam é que tudo mundo erra porque é humano. Aliás, essa expressão estava na carta de defesa da presidente, lida nesta semana no Senado por Cardozo.