O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva começou sua viagem pelo Nordeste para tentar defender a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Nesta segunda-feira, 11, de acordo com o UOL, o petista passou por cidades como Juazeiro, onde recebeu o título de cidadão local. Em um palanque organizado pelo presidente do partido, Rui Costa, ele discursou para uma plateia favorável. Lula disse que o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, quer acabar com tudo o que ele e Dilma construíram nos últimos anos. Em seguida, ele fez uma polêmica ameaça: "Eles que rezem para que eu não precise voltar".

Lula argumentou ainda que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estaria com remorsos por em seu governo muitos pobres terem conseguido fazer cursos superiores.

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Curiosamente, o ex-presidente, quando trabalhava com oposição, chegou a liderar o movimento 'Fora FHC'. No discurso do ex-líder sindical, estavam as polêmicas privatizações do tucano, que acabaram ajudando o Real a se tornar uma moeda mais estável que as demais. Hoje Lula está do outro lado da moeda. Ele luta para que uma aliada não seja deposta.

No entanto, a situação de Rousseff não é das melhores. A presidente afastada passará por uma votação marcante no final de agosto, quando os Senadores vão escolher se ela deve ou não ser deposta. Para que a deposição tenha continuidade e Dilma saia de vez do governo, 54 Senadores precisam dizer 'Sim'. De acordo com o 'Diário do Poder', hoje pelo menos 60 Senadores escolheriam pela saída de Dilma. Apesar de ser o segundo processo de impeachment desde a redemocratização do Brasil, na década de 1980, o de Dilma é o primeiro que parece ir até à fase final.

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Em 1992, o então presidente Fernando Collor de Mello, que respondeu a um processo bem mais rápido que o atual, acabou renunciando com a pressão, deixando o governo para o seu vice, Itamar Franco. Na gestão seguinte, Fernando Henrique Cardoso, que se consagrou como Ministro de Itamar, acabou ganhando a carreira de presidente.  #Dilma Rousseff