O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, através de um dos seus poucos aliados, o Senador Roberto Requião, eleito pelo PMDB do Paraná, organizou na noite de quinta-feira, 07, um jantar 'secreto'. A situação foi exposta nesta sexta-feira, 08, pela coluna 'Painel', publicada na 'Folha de São Paulo'. O jantar ocorreu na casa de Requião. O principal objetivo era fazer com que o petista conversasse com Senadores e tentar mudar a cabeça deles contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A votação no Senado contra a representante do Partido dos Trabalhadores (#PT) está prevista para o fim de agosto, período em que se encerra os jogos olímpicos do Rio de Janeiro. 

O problema é que o jantar acabou sendo entre colegas.

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De acordo com a reportagem da 'Folha de São Paulo', apenas seis Congressistas estiveram na mesa para tratar do impeachment. Todos eles da legenda de #Lula. Ou seja, o esforço em convidar diversos congressistas não adiantou nem para tentar um voto sequer a favor de Dilma. Caso Lula realmente acredite que é possível virar o quadro, ele vai ter que correr. Segundo o site 'Diário do Poder', hoje pelo menos 60 Senadores, dos 81, teriam confirmado que vão votar pela deposição de Dilma. O número mínimo para Rousseff perder o cargo é de 54 votos. 

Até mesmo um dos Senadores tidos como conversáveis, Cristovam Buarque, não compareceu. Ele já chegou a fazer muitas vezes as pessoas terem dúvidas de como ele iria votar. Eleito pelo PPS do Distrito Federal, o Senador de Brasília arranjou uma boa desculpa para não ver o seu nome atrelado ao do ex-líder sindical.

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Ele informou à delegação de Lula que o motivo para não ir no manjar noturno foi um compromisso já marcado, outro jantar, mas com um embaixador americano. 

Isso mostra como o PT tem ficado fraco com essa crise político.  O jornal diz ainda que no mesmo dia, o deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, reuniu mais gente em sua residência oficial do que o petista. Ao todo, doze nomes teriam conversado com Cunha após a renúncia dele. Isso porque ele é tido como fraco agora.  #Dilma Rousseff