O pastor evangélico Silas Malafaia, da Igreja Vitória em Cristo, voltou a responder por declarações feitas na TV no ano de 2011. De acordo com informações do jornal 'Diário de Pernambuco' em reportagem publicada nesta quarta-feira, 27, a decisão de retomar o caso é da 3ª Turma do TRF, o Tribunal Regional Federal. O órgão negou um recurso do líder evangélico e cobra dele uma retratação por suposta incitação ao #Crime de homofobia. Malafaia criticou o uso de símbolos religiosos durante uma Parada do Orgulho LGBT daquele ano. Na ocasião, uma transexual chegou a ser crucificada. O Ministério Público pede que o programa religioso de Malafaia, o 'Vitória em Cristo', exiba no ar pelo menos o dobro de tempo com uma retratação. 

Na ocasião, o pastor evangélico disse frases polêmicas durante seu sermão religioso exibido por canais como a TV Bandeirantes: "Os caras na parada gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada.

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É pra Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe?". Em seguida, Silas Malafaia disse que era necessário "baixar o porrete" nos homossexuais para fazê-los aprenderem a ter vergonha. Após as declarações, entidades ligadas aos direitos dos gays acionaram a Justiça e desde então essa batalha vem sendo desenvolvida. 

Gays dizem que punição contra pastor é para educar

De acordo com a ABGLT, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais Travestis e Transexuais, o espaço no programa religioso para se retratar é apenas uma maneira natural de contornar o dano provocado. Além disso, o pedido de desculpas daria dignidade aos homossexuais agredidos no ar, tendo também uma forma de educar, já que novas pessoas, inclusive religiosos, teriam receio de fazer ações parecidas. O pastor que recebe as acusações já recorreu pelo menos três vezes na Justiça.

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A reportagem do 'Diário de Pernambuco' diz que tentou entrar em contato com a assessoria de Malafaia, mas que essa não se pronunciou até a publicação dessa mais nova notícia de um caso que praticamente virou uma novela judicial.  #Investigação Criminal