Um médico da cidade de João Monlevade, em Minas Gerais, de 35 anos, foi detido nesta sexta-feira (22) pela Polícia Militar da cidade, após agredir a esposa, de 36 anos, e armar a maior confusão. Tudo começou após a esposa falar que levaria a mãe em casa. Além de não deixá-la sair, ele pegou a chave do veículo dela e ainda lhe deu um soco no nariz. E ainda a ameaçou de morte, falando para a sogra que buscaria uma arma para matar a mulher.

Mesmo não tendo carteira de habilitação, o médico se apossou do carro dela, um Hyundai Ix35, e saiu pela cidade. A Polícia Militar foi chamada por um detetive que relatou que a esposa do médico o havia procurado querendo ajuda para fazer a denúncia contra o mesmo.

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As viaturas fizeram uma operação de cerco e bloqueio e o localizaram no Bairro Aclimação da cidade, realizando direção perigosa.

Ao receber ordem de parada, o homem não quis obedecer e empreendeu fuga em alta velocidade pelo referido bairro, com as viaturas tentando persegui-lo. Até que, de repente, o médico se descontrolou com o carro e o chocou contra um poste da via pública.  Os policiais aproveitaram para tentar a abordagem, porém o indivíduo deu marcha ré, vindo a atingir a viatura na frente, causando danos no capô, na grade e no para-choque dianteiro, além de quebrar o farol esquerdo.

Ao ser abordado, o homem saiu do carro muito agressivo e desacatou os policiais usando palavras de baixo calão. Ele ainda partiu para cima de um dos agentes e mordeu o braço direito do mesmo, sendo preciso o uso de forças para detê-lo.

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E mesmo já estando com algemas, ele chegou a ameaçar aos policiais falando que os mataria.

Segundo a equipe que atendeu à confusão, o médico parecia estar sob o efeito de bebidas alcoólicas ou outro tipo de drogas. Ele foi submetido ao bafômetro e assumiu que fez uso de cocaína e remédios controlados. O homem foi detido e o carro rebocado ao pátio do Detran.

De acordo com o delegado Hamilton Reis, essa é a segunda vez que o homem é preso por agressão à esposa, sendo a primeira em março deste ano, quando efetuou o pagamento de R$ 8.800 de fiança para sair da cadeia. Segundo Hamilton, a situação desta vez se complicou mais, pois ele é reincidente na Lei Maria da Penha, além de ter agredido um militar, causado dano ao patrimônio público, ter resistido à prisão, ter se apossado do carro da vítima sem consentimento e ainda ter dirigido um veículo sem habilitação.

O médico já trabalhou no Hospital Margarida da cidade e no momento clinicava em um hospital na cidade de Ponte Nova, também em Minas Gerais. O nome do mesmo não foi divulgado para não expor sua esposa, nem seu filho. #Violência #Investigação Criminal #Casos de polícia