De acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira, 01, pelo jornal 'O Estado de São Paulo', um laudo da perícia forense do Ceará comprovou que um menino com necessidades especiais sofreu abuso coletivo na região. O garoto e nove anos foi estuprado por outros cinco meninos na escola onde estudava, a E.M. Gabriel Cavalcante, que fica na periferia da capital, Fortaleza. O caso chocou todo o país e apareceu no mesmo período que o #Crime ocorrido contra uma menina de 16 anos, estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro

A Justiça, no entanto, mesmo com a comprovação de que houve um estupro, decidiu que ninguém deveria ser preso.

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A escolha evidenciada pela 5ª Vara da Infância e da Juventude foi baseada no fato dos agressores também serem crianças. Nas redes sociais, populares são contra a escolha do juiz que assinou a sentença e lembram que apesar de crianças, essas pessoas tem pais e sabiam muito bem que o que cometiam era um ato errado. 

Os pais do menino deficiente que sofreu o abuso revelaram ao jornal 'O Estado de São Paulo' que o processo não vai parar. Eles agora pretendem processar a escola por negligência, já que a diretora da instituição foi alertada sobre o caso e não teria feito nada por não acreditar no relato dos pais.

Apesar de não dar uma punição, a Justiça tomou medidas de proteção em relação à família. O garoto deverá passar por tratamentos psicológicos, mas não só ele. Os outros meninos que violentaram o colega vão ter sessões com especialistas, que vão buscar entender o que os motivou a fazer ato de tamanha barbárie. 

A criança que sofreu o estupro teve que ser mudada de escola.

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Já os agressores, com idades entre 9 e 11 anos, segundo o juiz, não podem ser penalizados, pois seriam imputáveis pela legislação brasileira. Após realizarem os atos, esses garotos passaram a sofrer bullying na escola, sendo taxados de homossexuais. Por isso, além do tratamento psicológico, eles terão aulas em casa.

A falta de punição e os benefícios fizeram abrir novamente a polêmica sobre a maioridade penal no Brasil.  #Investigação Criminal