O ministro da Cultura, Marcelo Calero, decidiu defender a classe dos artistas, entre eles alguns polêmicos, acusados de se beneficiarem com a Lei Rouanet. Nesta terça-feira, 19, ele teve um encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Democratas do Rio de Janeiro, que chegou ao cargo recentemente. Na reunião, ele mostrou total preocupação com a Instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da lei que deixa produtores conseguirem recursos para custear seus projetos. Ele acredita que a CPI na Câmara dos deputados poderia acabar provocando uma espécie de criminalização do setor cultural. 

De acordo com o UOL, o Ministro teria dito a seguinte frase sobre o encontro.  "A inquietação é para que não haja criminalização em geral", disse Calero.

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Calero assumiu o cargo pouco tempo depois do presidente em exercício, Michel Temer, do PMDB, chegar ao cargo no lugar da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). A CPI contra a Lei Rouanet teve mais votos do que o necessário e já compõe agora os seu membros. A Comissão deu lugar a outra polêmica, que investigava o papel da UNE e recebimentos de recursos públicos. 

A CPI da UNE teve seu "enterro" nos últimos dias do deputado federal Waldir Maranhão, eleito pelo Partido Progressista (PP) do estado do Maranhão. Os trabalhos, mesmo com os pedidos do Ministro da Cultura Marcelo Calero continuam com previsão para terem início no mês que vem. Apesar de ir defender artistas, Marcelo Calero confirma que houve sim malfeitos com o uso da Lei Rouanet, mas que as pessoas que utilizam da forma regular não podem ser criminalizadas. 

"Há de fato malfeitos que precisam ser punidos, mas não pode deixar de levar em conta uma lei responsável por 3.100 projetos", explicou ele para o presidente da Câmara.

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A atuação do Ministro é mais política. Ele pouco terá poder de mudar os rumos do que acontecerá na CPI, que pode até chamar Calero para ser ouvido, assim como diversos artistas que falarão sobre a lei.  #Governo #Rio Cultura