O ministro da #Justiça, Alexandre de Moraes, atendeu a recomendação da Polícia Federal e ordenou a deportação do franco-argelino (nascido na Argélia e naturalizado na França) Adlène Hicheur, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na noite dessa sexta-feira (15). A atitude do ministro foi justificada, por meio de uma nota oficial, em que o ministro argumenta que a decisão foi “de interesse nacional” e que a decisão respeita o Estatuto do Estrangeiro e seu respectivo regulamento. O professor irá para a França, país onde é investigado e condenado por #Terrorismo desde 2009.

Hicheur é uma figura conhecida na França, ele já cumpriu pena de dois anos e sete meses de prisão.

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A acusação a qual foi condenado é por se associar e por planejar um atentado terrorista.

O professor nega as acusações, e disse em carta divulgada em janeiro desse ano, que as informações sobre sua possível ligação com a rede Al Qaeda são acusações “antigas e já esclarecidas”.

Na carta, Hicheur diz que a única justificativa para a sua prisão em 2009 na França foi de suas visitas a sites islâmicos que são considerados subversivos pelas autoridades francesas.

“Fui privado de minha liberdade por dois anos, apenas por nisso”.

Adlène Hicheur estava no Brasil desde 2013

O físico franco-argelino, Adlène Hicheur chegou ao Brasil em 2013 para lecionar na UFRJ como professor-visitante.  Segundo reportagem da Folha de São Paulo, Hicheur foi bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até o final de 2014.

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Nesse interím, ele passou a ser alvo de investigadores da Divisão federal Anti-terrorismo e por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que descobriram que o franco-argelino era frequentador assíduo de uma mesquita, localizada na própria cidade do Rio de Janeiro.

Mesmo com todo o acompanhamento e monitoração por agentes federais, não foi descoberto nenhum indício que levava a crer que Adlène Hicheur estava planejando algum ato terrorista em território brasileiro.

Hicheur deverá chegar na França nesse domingo, dois dias após o atentado ocorrido em Nice. #Violência