O presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, não teria gostado de declarações  do Ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ele já havia solicitado que sua equipe de #Governo evitasse falar besteira foi assolado com uma declaração dada por Ricardo na sexta-feira, 15. Segundo ele, a maioria das pessoas que frequentam o Sistema Único de Saúde, o SUS, que são pessoas pobres, imaginam estar doentes, mas não estão. Ele ainda disse que a cultura do brasileiro indica que ele só acha que foi bem atendido se passar por exames médicos ou então o médico prescrever medicamentos. Ele ainda criticou o "excesso" de exames estaria fazendo com que o serviço ficasse muito mais caro.

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Diversas entidades de profissionais de saúde detonaram o Ministro. Por meio de Nota, o Ministério argumentou que Ricardo apenas foi mal interpretado durante suas explicações. 

A fala do Ministro foi feita na sede da AMB, a Associação Médica Brasileira, localizada no estado de São Paulo. O chefe de uma das principais pastas do governo disse que metade dos exames de laboratório sequer são retirados pelos interessados e que 80% dão resultado normal. Ele disse que os brasileiros que usam o sus sofrem de "efeitos "psicossomáticos". Ele ainda pediu que os médicos ajudassem a mudar a cultura de pensamento do brasileiro em querer exames e prescrição de remédios. De acordo com ele, essa cultura não é compatível com os recursos da pasta.  "Não temos dinheiro para ficar fazendo exames e dando medicamentos que não são necessários só para satisfazer as pessoas", disse ele, que ainda chamou os postos de saúde de "postinho". 

Para o Ministro, antes de qualquer coisa ser passada, os médicos deveriam investigar melhor o paciente e conversar com ele.

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A Sociedade Brasileira de Clínica Médica criticou o Ministro. A entidade argumentou que 70% dos exames dão resultado normal, mas por outros motivos, justamente porque o paciente não é bem interrogado, não porque ele está imaginando ficar doente. Outro motivo é que a demora na rede pública é tão grande que boa parte dos pacientes, quando conseguem fazer os exames gratuitamente, já estão curadas.  #Crise econômica