Desde sua criação, em 1965, a Rede Globo de Televisão é alvo de muitas polêmicas. Ela foi acusada, por exemplo, de ter defendido o regime militar e recentemente chegou a fazer uma meia culpa pela posição que tomou no passado. Uma empresa com receita bilionária e que mexe com comunicação e informação acaba também sendo usada para manobras políticas. Um acordo misterioso aprovado pelo #Governo e envolvendo concessões da emissora, no entanto, voltou nessa semana a chocar políticos, sendo criticado até mesmo no Senado Federal. 

Uma das Senadoras que usou o seu tempo no Plenário para falar da situação foi Regina Sousa, eleita pelo estado do Piauí.

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Ela disse que achava estranho o decreto que transfere a concessão indireta às emissoras próprias do canal da família Marinho. Esse decreto, de acordo com o site Natelinha, especializado em comunicação, teria sido assinado já durante o governo do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. 

O discurso de Regina também foi repercutido pela Agência Senado. A Senadora diz que outras empresas de comunicação não tem o mesmo benefício do Grupo Globo e que a mudança no decreto só causa benefícios ao próprio canal do Rio de Janeiro. A Congressista disse que a medida, pelos critérios da isonomia, deveriam valer para todas as emissoras de televisão. Ela ainda acusou o governo do presidente em exercício de estar planejando algum ato nebuloso. A política ainda solicitou que os colegas olhassem com atenção para o caso. "O Estado não pode apenas privilegiar um grupo.

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Tem algo muito estranho que deveria ser olhado com mais carinho pela Justiça", disse ela. 

De acordo com o Grupo Globo, a transferência foi autorizada e apenas visa uma questão interna, fazendo com que a TV Globo esteja preparada para sobreviver às próximas gerações. A transferência ocorreu nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. No ano passado, apenas a TV Globo teria lucrado mais de R$ 2 bilhões, sendo um dos grupos mais sólidos do Brasil, mesmo na crise.  #Rede Globo