Durante toda esta terça-feira, foi divulgado, pela imprensa brasileira, o caso da modelo transexual, Viviany Beleboni, que foi espancada por cinco homens nas ruas da cidade de São Paulo. A jovem ficou conhecida por ter interpretado Jesus Cristo durante a Parada do Orgulho #LGBT de São Paulo, em 2015. Na ocasião, ela causou polêmica por ter usado as vestes do ídolo do cristianismo e ter se "crucificado", tal como conta a história de vida dele. Contudo, o que tem chamado atenção na internet são diversas pessoas tecendo comentários maldosos e, até mesmo, criminosos, afirmando que a modelo e ativista deveria ter morrido na agressão.

Algumas pessoas chegaram a postar que "foi pouco" e que ela deveria ter "apanhado mais".

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Muitos dos comentários foram feitos em páginas de notícia e em comentários em posts do Facebook.

Importante: A Blasting News não compactua com este tipo de ofensa criminosa e condena todo tipo de agressão, seja física ou virtual.

Espancamento

De acordo com a reportagem do site UOL, Viviany contou que foi espancada por cinco pessoas no final da tarde de segunda-feira, dia 11, em uma das ruas do centro de São Paulo. A modelo gravou um vídeo, que foi enviado de maneira privada e já está repercutindo nas redes sociais e em grupos de WhatsApp. Nas imagens, ela aparece gravemente ferida, com o rosto cheio de hematomas. Com dificuldade na fala, Viviany afirma que chegaram a quebrar-lhe alguns dentes.

A modelo relata que saiu de casa às 17h de segunda para ir ao supermercado próximo. No caminho, foi perseguida por pessoas que falaram palavões para ofendê-la.

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Em seguida, Viviany foi violentada brutalmente na rua.

No vídeo, ela conta que chegaram a dizer que ela era "um demônio, que tinha que morrer".

"Recitavam passagens da Bíblia ou diziam alguma coisa relacionada à Bíblia. Falavam em Romanos e coisas como 'não te deitarás com um outro, como se fosse mulher e muitos palavras que não entendia", explicou.

A modelo também disse que alguns de seus agressores falaram que ela era um "praga da humanidade".

"Quero esquecer", lamentou.

Ao final, ela contou que pessoas ao redor, que viram a agressão, pediram por socorro e os criminosos fugiram. Em seguida, Viviany foi atendida por uma equipe de médicos, mas não registrou queixa. #Crime #Homofobia