O juiz federal Sergio Moro disse em um parecer que não se vê suspeito para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). O comandante da Lava Jato negou nesta sexta-feira, 22, uma interpelação feita pela defesa do companheiro da presidente afastada Dilma Rousseff. Os advogados de #Lula queriam que o juiz não julgasse o político por Sérgio Moro supostamente tentar realizar ações ilegais durante a investigação, como a interceptação telefônica que acabou sendo cancelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que tinha Lula e Dilma discutindo sobre o polêmico termo de posse do petista no Ministério da Casa Civil.

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O magistrado se defendeu dizendo que a defesa de Lula confunde as leis. Para isso, Moro disse que os advogados estão inconformados com as decisões da #Justiça e que apenas isso não pode fazer qualquer juiz se tornar suspeito. Em resumo, ele indicou que o ex-presidente não está acima da lei. A decisão de Moro veio logo depois de um dos advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins, chamar Moro de juiz parcial e acusador. As declarações foram dadas ao jornal 'Folha de São Paulo'. O comandante da principal investigação do país, a Lava Jato, ainda disse que "falta seriedade" nos argumentos dos advogados do ex-presidente. Moro também chegou a ser acusado pelos defensores do ex-líder sindical de ter dois pesos e duas medidas.

Polêmica

Enquanto Lula e seus defensores parecem ter pavor do juiz, ele recebe aplausos por onde passa.

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Nas últimas semanas, o juiz da Lava Jato recebeu aplausos em eventos como um show de rock e até na saída de um restaurante. As homenagens também foram feitas  por multidões, como nas manifestações de rua que pediram o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. O magistrado ainda recebeu da revista time a condecoração de uma das cem personalidades mais influentes do planeta. 

Ele é o coordenador há mais de dois anos da Lava Jato, que segundo o próprio Moro, pode acabar já no fim do ano, já que não há novas delações.