Mais uma vez o juiz federal Sergio Moro voltou a criticar a lentidão do governo e Congresso Nacional para a solução de crimes de corrupção. De acordo com o magistrado, existe uma omissão dos dois Poderes da República que estão prejudicando o andamento dos problemas dos brasileiros. Moro também negou que ele esteja fazendo uma "caça às bruxas" nas investigações da Operação Lava Jato. O juiz afirmou que há pessoas o acusando de estar dando prosseguimento aos trabalhos por conta de "motivações políticas".

A fala foi dada durante um evento do centro de estudos Wilson Center, na cidade de Washington, capital dos Estados Unidos.

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O juiz afirmou ainda que falta interesse entre os Poderes em criar leis mais duras para prevenir a corrupção. Moro chamou o governo e o Congresso de omissos.

"Também poderiam ajudar os esforços dos agentes de Justiça de outras formas. Sua omissão é muito decepcionante", declarou.

Em seguida, ele explicou que o governo atual, comandado pelo presidente interino Michel Temer (PMDB), após o afastamento de Dilma Rouseff (PT) do poder, só faz promessas, mas que, na prática, não as cumpre como deveria.

"Os brasileiros deveriam esperar mais que apoio em discursos", disparou.

Em seguida, o juiz federal mostrou casos em que a própria Justiça Criminal brasileira errou e disse que é preciso ficar atento, pois "ela não funciona muito bem em casos complexos". Moro citou crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, conhecidos como "crimes do colarinho branco".

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Sergio Moro justificou que muito dos problemas do judiciário estão ligados à lentidão comum aos processos em seu país, pois eles podem recorrer em primeira instância e acabarem nem indo parar atrás das grades.

O palestrante discursou para um auditório lotado de brasileiros interessados no andamento das investigações da Operação Lava Jato. O juiz declarou que o começo da busca de culpados começou de forma limitada, mas que ao puxar o fio do novelo, tudo desenrolou em uma trama que envolvia pessoas "grandes" de dentro da Petrobras e do governo. O magistrado declarou que quem tem responsabilidade de mudar essa corrupção sistêmica é o próprio governo, reafirmando a necessidade de leis mais duras. #Lula #Crise #Crise-de-governo