Nesta segunda-feira, 04, o juiz federal Sergio Moro, que comanda a principal investigação no país, a Lava-Jato, falou sobre o seu trabalho elogiado pela maioria dos brasileiros. Ele voltou a defender abertamente que prisões preventivas sejam efetuadas sempre que necessário, tudo para acabar com a corrupção. O anúncio surpreendente aparece no dia em que a Lava Jato deflagrou mais uma operação no país, a 'Abismo'. Na internet, no entanto, o trabalho de Moro tem deixado muitos petistas aflitos. O escritor Leonardo Boff, por exemplo, usou uma rede social no fim de semana para dizer que o trabalho do juiz federal estaria alinhado com o governo americano.

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De acordo com Moro, o que o faz defender as prisões preventivas é o fato de muitos crimes continuarem a serem exercidos, mesmo quando as operações estão em curso. Ele diz que um dever do judiciário defender vítimas de crimes, especialmente quando existe uma forte suspeita sobre elas. Foi pensando assim que na semana retrasada a justiça federal mandou prender o ex-Ministro do Planejamento durante o governo da presidente afastada Dilma Rousseff, Paulo Bernardo. Ele, que é casado com a Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Paraná, acabou sendo solto pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Diás Toffoli. 

À Revista Veja, o magistrado que chegou a receber o título de um dos 100 homens mais influentes do planeta pela Revista Time, citou os exemplos de Pedro Corrêa e José Dirceu, que mesmo após a Lava-Jato teriam continuado a receber propina desviada da maior estatal brasileira, a Petrobrás.

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 O juiz alega que a corrupção no Brasil se tornou sistêmica e que não é nada mais isolado. Ele lembra que a própria Lava-Jato começou com algo pequeno, que com o tempo foi esbarrando em vários nomes da política e do empresariado brasileiro. 

Tamanho trabalho do juiz da Lava-Jato fez com que o nome de Sérgio Moro, segundo a coluna 'Radar' da Veja, esteja entre os favoritos para serem indicados à uma das cadeiras de Ministro do STF.  #Lava Jato