Após a polêmica da última pesquisa de opinião Datafolha, a ombudsman da Folha pronunciou-se sobre o caso. A profissional responsável por fazer uma autocrítica do jornal, em sua coluna diz hoje que "A Folha errou e persistiu no erro". Ela lembra que o instituto Datafolha, fundado em 1983, sempre teve "uma abordagem e interpretação de dados isenta" e que a última semana foi "amarga" tanto para o instituto, quanto para o jornal e, que das mensagens que recebeu desde quarta, "62%" são de críticas ou de acusações ao jornal por fraude. Afirma também que desde que está à frente do cargo, jamais um assunto "mobilizou tanto os leitores".

A coluna traz um apanhado das críticas sofridas pelo jornal, acusado de manipular dados para favorecer #Michel Temer.

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Ela encerra afirmando: "A reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas. A Folha errou e persistiu no erro".

Neste sábado, o site do jornal O Globo disse que as críticas à pesquisa eram feitas por "blogs pró-governo", mas esqueceu de citar que o primeiro a denunciar a fraude na pesquisa foi um jornalista estrangeiro, Glenn Greenwald, do site The Intercept, em dois artigos para o veículo da imprensa estrangeira.

Entenda o caso

Nesta semana, a Folha de São Paulo divulgou dados de uma pesquisa de opinião sobre o momento atual do Brasil, que deixou, a muitos, de "queixo caído": a manchete de capa do jornal afirmava que 50% dos brasileiros queriam que Temer ficasse no poder contra 32% que desejavam a volta de Dilma.

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A divulgação da pesquisa não trouxe dados sobre a possibilidade de novas eleições. Acontece que, após a divulgação da tabulação da pesquisa, notou-se que 62% queriam novas eleições, contra 3%, o percentual que o jornal havia anunciado anteriormente. O fato foi denunciado pelo jornalista americano radicado no Rio de Janeiro, Glenn Greenwald, que ficou mundialmente conhecido por ter sido o jornalista escolhido por Edward Snowden para divulgação de informações obtidas por meio de espionagem, pelo serviço secreto americano.

 No site de análises políticas Tijolaço, Miguel do Rosário também lançou alguns questionamentos aos dados da pesquisa. #Dilma Rousseff #Impeachment