A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (06), mais uma mega operação chamada "Operação Pripyat", que é um desdobramento da 16ª fase da Operação Lava Jato, denominada Radioatividade. A ação envolveu 130 agentes, e ocorreu no Rio de Janeiro e em  Porto Alegre, onde foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão temporária e nove de condução coercitiva. Dez pessoas foram presas durante a intervenção que desarticulou uma organização criminosa que desviou R$ 48 milhões dos cofres públicos através de fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro referentes a contratos da Eletronuclear entre os anos de 2008 a 2014. De acordo com o Ministério Público e a Polícia Federal, um clube de empreiteiras, juntamente com os funcionários presos desviavam, recursos da Eletronuclear, especialmente aqueles destinados à obra da Usina Nuclear de Angra 3.

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Foram presos, preventivamente, seis funcionários da Eletronuclear, empresa subsidiária da Eletrobras, entre eles, está o ex-presidente Othon Luiz Pinheiro, que já cumpria prisão domiciliar e, de acordo com as investigações, teria recebido 12 milhões de reais. Todos os presos eram altos funcionários da empresa e faziam parte da cúpula e do núcleo operacional financeiro da organização criminosa. Eles serão ouvidos durante a semana. 

Foram detidos também, preventivamente, os diretores afastados da estatal: Persio José Gomes Jordani, José Eduardo Brayner Costa Mattos, Edno Negrini, Luis Antonio de Amorim Soares, além de dois superintendentes, igualmente afastados, José Eduardo Brayner Costa Mattos e José Eduardo Brayner Costa Mattos. Pedro José Diniz Figueiredo, o presidente da estatal, foi afastado pois haveria a suspeita de que ele teria favorecido Othon Luiz e interferido no prosseguimento das investigações internas conduzidas pela própria empresa.

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A  Andrade Gutierrez teria recebido, da Eletronuclear, R$ 1.202 bilhão só pela obra na Usina de Angra 3. Desse valor 1% iria para Othon Luiz, 2% para o grupo político da organização e 1,5% para os diretores que foram detidos hoje. Outro envolvido que teve o mandado de prisão preventiva expedido foi o empresário Adir Assad, que já está preso pela Operação Saqueador, e é acusado de lavar dinheiro para a Andrade Gutierrez neste esquema com a Eletrobras.

A participação da Andrade Gutierrez, no pagamento de propina da Eletrobras, foi confirmado pelas delações premiadas dos ex-executivos Clóvis Pinheiro, Gustavo Botelho, Rogério Nora e Flávio Barra. 

Empreiteiras envolvidas 

As empreiteiras que estariam envolvidas na fraude e intermediado o repasse da propina paga pela empresa Andrade Gutierrez  são WW Refrigeração, JSM Engenharia, Eval – Empresa de Viação Angrense, Flexsystem, Legend, SP Terraplanagem. As averiguações se iniciaram com a verificação do conteúdo encontrado com a quebra de sigilo fiscal e bancário da empresa Flexsystem, que tem como endereço da empresa uma residência no Bairro Joá, que fica em uma área nobre da zona sul do Rio de Janeiro.

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#Lava Jato #Corrupção #Investigação Criminal