Defensora da presidente afastada Dilma Rousseff, a Senadora Kátia Abreu, eleita pelo PMDB de Goiás, pode terminar o processo de impeachment sem legenda para apoiá-la. Isso porque a legenda do presidente em exercício Michel Temer decidiu colocá-la diante de um processo no Conselho de Ética. A birra do PMDB começou ainda em abril, como mostra uma reportagem publicada pelo jornal 'O Globo'. No entanto, acabou se estendendo com o fato de Kátia não só evitar sair do Ministério da Agricultura, como também agir como advogada de Rousseff na Comissão do Impeachment do Senado. Hoje, mesmo sendo da coligação de Temer, Abreu é um voto certo pela representante do Partido dos Trabalhadores (#PT).

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De acordo com 'O Globo', o destino de Kátia Abreu deve ser divulgado nos próximos dias. A turma de Temer não concorda com o fato da Senadora não só desrespeitar uma decisão da legenda, como também "bater demais" no Constitucionalista. O prestígio de Kátia com Dilma é tão grande que Rousseff preferiu tirar um nome do PT, José Pimentel, para que Abreu participasse da Comissão. Ela se juntou com outros nomes, como o Ministro da Fazenda do #Governo da petista, Nelson Barbosa, e o ex-advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo.

Bastou Kátia pisar na sessão contra Dilma para ela repetir o "mantra" da companheira. Para ele, Rousseff não cometeu qualquer crime de responsabilidade. Por isso, tirar ela do poder poderia ser comparado a um "golpe parlamentar". Ela, é claro, criticou Temer, que já havia sido chamado pela investigada do processo de impedimento como "conspirador".

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Em diversas entrevistas, a sucessora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que seu maior erro foi justamente escolher "mal" o vice. Curiosamente, a representante do PT se elegeu e reelegeu com Temer, ganhando toda a estrutura do PMDB para isso.

Basta saber agora o que será resolvido primeiro: a saída de Kátia do PMDB ou a de Dilma do governo federal. A segunda já tem uma prévia de votação agendada, provavelmente será no final de agosto.  #Dilma Rousseff