#Michel Temer prometeu encaminhar ao MEC pedidos de propostas de combate à ideologia de gênero nas escolas e a defesa da família tradicional. O pedido foi feito por 33 pastores, liderados pelo bispo da Igreja Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho. Eles querem que as políticas públicas do governo em geral e o Ministério da Educação sigam com esses nortes.

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Recentemente, a bancada evangélica fez um pedido de inclusão do criacionismo nas escolas públicas, bem como a retirada de tudo que seja ligado a religiões africanas e indígenas do currículo escolar.

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A atitude foi criticada pela presidente da APEOSP (Associação dos Professores do Estado de São Paulo), Maria Isabel. Bebel, como é conhecida, afirmou que a bancada evangélica está tentado impor princípios religiosos, sendo que o Brasil é laico.

Para ela, isso não contribuiria com a autonomia intelectual dos alunos, sendo uma demonstração de autoritarismo por parte do governo, se aceitar essas propostas. Esses pensamentos ditatoriais, segundo ela, são princípios evangélicos e denominacionais, que vão contra o objetivo da escola, que é proporcionar aprendizado sobre diversas culturas, diversidade, promovendo liberdade e respeito.

Bebel acredita que isso acabaria com o diálogo nas escolas, reforçando a intolerância às diferenças existentes na sociedade, sendo uma violação à democracia. 

Em contrapartida, a vereadora pastora Léia (PSD) apresentou um projeto de lei, na Câmara da cidade de Joinville/SC, que visa incluir no sistema de ensino do município o Programa Escola sem Partido, proporcionando liberdade de crença e neutralidade ideológica, religiosa e política.

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Desse modo, os pais se responsabilizam por educar moralmente os filhos de acordo com suas convicções, fora da escola.

A função do professor, de acordo com esse projeto de lei, seria ensinar e não doutrinar, proporcionando aos alunos um espaço livre para debates, sem preconceitos, em uma democracia. Assim os temas econômicos, políticos e socioculturais devem ser mostrados em suas diversas perspectivas.

Qual sua opinião? #Religião #Dentro da política