Exceto na votação da abertura do processo de #Impeachment pela Câmara dos Deputados em 17 de abril, quando os grupos pró e contra o impeachment se manifestaram conjuntamente em todo o país, as manifestações contrárias vinham acontecendo sempre no meio da semana, enquanto as favoráveis aconteciam aos domingos. Entretanto, no próximo dia 31 de julho, um domingo, manifestantes dos dois grupos voltarão a protestar em todo o país, simultaneamente.

Com o acirramento das questões políticas e o grau de hostilidade entre os dois grupos, as forças de segurança terão um trabalho a mais: evitar que o conflito ideológico se transforme em conflito físico.

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Na reta final do processo de impeachment, manifestantes dos dois grupos pretendem mostrar sua força para convencer os senadores a votarem contrária ou favoravelmente ao afastamento definitivo de #Dilma Rousseff. O governo provisório de Temer acredita que o processo está consolidado, em vista de que mais de dois terços do Senado votou pela admissibilidade do processo em maio. Já senadores contrários ao impeachment e a favor de novas eleições, como Roberto Requião e Randolfe Rodrigues acenam para uma possível virada do "Não". Requião, inclusive afirma ter um grupo de cerca de 30 senadores que votarão contra a cassação, se Dilma se comprometer a chamar um plebiscito para novas eleições.

Até lá, Dilma continuará suas viagens pelo país, denunciando o impeachment e alegando ser vítima de um golpe por não ter sido configurado, no processo, a existência de crime de responsabilidade.

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Desde que foi afastada, o governo provisório restringiu suas viagens em avião oficial apenas ao roteiro de Brasília a Porto Alegre (RS) onde vive a suia família, e vice-versa. As viagens a outras cidades são bancadas com recursos de crowdfunding, financiamento coletivo encabeçado por suas amigas de juventude da presidente.

Nas Olimpíadas

Durante os Jogos Olímpicos do Rio, que acontecem entre os dias 5 e 21 de agosto, grupos contrários ao impeachment deverão aproveitar a presença de milhões de estrangeiros e da imprensa internacional para denunciar o processo de impeachment como um golpe.

Ontem (22), congressistas americanos do Partido Democrata e representantes de instituições associativas e sindicais enviaram uma carta ao secretário de governo americano John Kerry, denunciando as fragilidades do processo de impeachment e do governo provisório, citando casos de corrupção, medidas de austeridade e falta de legitimidade. Eles pedem que Kerry se abstenha de dar declarações que possam ser interpretadas como favoráveis à deposição de Dilma Rousseff. #PT