A campanha de financiamento coletivo pelas viagens da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), já bateu a meta de R$ 500 mil e pode, muito rapidamente, alcançar o dobro, o valor de R$ 1 milhão. Se depender dos seus eleitores e apoiadores não será tão difícil. De acordo com dados do site pelo qual ela está arrecadando o dinheiro, o Catarse, Dilma já atingiu R$ 725 mil, o que corresponde a 145% da meta. Muitas pessoas aproveitaram para comemorar a notícia pelo Twitter, após Michel Temer (PMDB) proibir a governante do PT de viajar usando os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Do total arrecadado, 13% são para a administração do site Catarse.

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Em impostos, Dilma terá que pagar 4%, além de ter que declarar essa nova renda em seu imposto no ano que vem.

Em entrevista para o site UOL, as criadoras do site de financiamento coletivo, Guiomar Lopes e Celeste Martins, disseram que acharam ótima a ideia e estão apoiando a presidente em suas viagens. Elas afirmaram que conhecem pessoalmente Dilma, são amigas da presidente e militantes que lutaram contra o regime militar, durante os anos 1980.

A ideia do financiamento pelas viagens de Dilma é direcionada para viabilizar o que ela chama de "luta pela democracia". Na campanha do site, Guiomar afirma que apoia a petista e que o site tem crescido como uma forma de permitir que a presidente obtenha recursos de forma honesta para partir em suas viagens pelo país.

No mês de junho, Dima passou a ter restrições em usar aviões da FAB para viajar.

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Com isso, ela só pode usar as aeronaves oficiais à disposição da presidência para ir de Brasília a Porto Alegre, onde moram seus familiares.

Impeachment

Até o momento, o processo de #Impeachment de #Dilma Rousseff não terminou. Ela foi afastada no dia 12 de maio de seu cargo, acusada de ferir preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal, por 180 dias. Contudo, uma investigação do próprio Senado Federal concluiu que não há controvérsia em ela ter liberado créditos suplementares por meio de decretos. A perícia também acredita que Dilma não agiu em pedaladas fiscais durante o seu exercício. #Crise-de-governo