Em nota, a Petrobras esclareceu aos funcionários sobre a matéria divulgada no Fantástico, no último dia 26/06, que falou sobre fraude do Benefício Farmácia, um programa de pagamento de remédios aos funcionários.

Segundo circular emitida pela representante dos empregados no Conselho de Administração da #Petrobras, Betânia Coutinho, os funcionários da empresa foram tratados de forma generalizada, e considerados desonestos, expostos a julgamento.

A estatal então publicou no site dos beneficiários do sistema AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde), um texto especificando que “até o momento, a apuração conclui pela responsabilização de seis pessoas, incluindo empregados da companhia”.

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A empresa Global iniciou a prestação de serviços à estatal, para concessão do benefício, em março 2015. E, por determinação do TCU, o serviço foi suspenso em setembro do mesmo ano.

A Petrobras entrará com pedido judicial para que a Global garanta acesso a todos os documentos que envolvem as investigações. A partir da análise e investigação dessa documentação, todos os envolvidos serão responsabilizados legalmente.

O Fantástico apontou fraudes em mais de 13 mil receitas num período de seis meses. E noticiou que a estatal paga ou reembolsa os gastos de funcionários com medicamentos, gerando um gasto mensal de cerca de R$ 20 milhões.

O benefício, segundo Betânia Coutinho, é parcialmente pago pelos empregados, sendo efetuado o desconto em folha de pagamento.

Durante a prestação do serviço, que foi suspenso em setembro de 2015, a Petrobras registrou 10.250 reclamações em sua Ouvidoria e 208 notificações de investigação preliminar da Agência Nacional de Saúde (ANS).

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A Global então foi multada em mais de R$ 2,9 milhões por descumprir inúmeras vezes cláusulas contratuais.

Foram identificados, pela Petrobras, três usuários com possíveis irregularidades. A Empresa informou que iniciou as apurações.

A companhia ainda informa que “pretende alterar a forma de prestação do Benefício Farmácia, concentrando as operações na área de Recursos Humanos da companhia”. #Crime