A coisa não anda muito tranquila para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta terça-feira, 12, o jornal carioca 'O Globo' publicou uma ampla reportagem que mostra que em 2010 a Odebrecht comprou três prédios na Zona Sul de São Paulo. Era ali que o Instituto #Lula, que guarda a memória do político do Partido dos Trabalhadores (PT) seria construído. A conclusão não é do jornal, mas sim da Polícia Federal, que investiga a empreiteira e Lula na Lava Jato. A compra foi feita por outra empresa, de um amigo de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da companhia que fazia várias obras em parceria com o governo federal. A empresa parceira no esquema é a DAG, que já tinha bancado no ano de 2013 o uso de jatinhos de Lula, que decidiu fazer uma polêmica viagem por vários países, como Estados Unidos, Cuba e República Dominicana. 

De acordo com os investigadores da Polícia Federal, a família de Lula sabia do esquema que faria o prédio na Zona Sul virar um instituto.

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O prédio em questão seria de pomba, tendo de sala de exposição até auditório. Os investigadores já suspeitavam disso, segundo a reportagem de 'O Globo', desde março deste ano, mas só pôde voltar a analisar os documentos envolvendo a família do ex-líder sindical recentemente, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu descer os processos contra o companheiro político da presidente afastada Dilma Rousseff para o juiz federal Sérgio Moro. Como a ação voltou para a 'República de Curitiba', ficou mais fácil averiguar a suspeita. Um relatório sobre a obra já foi realizado pelos agentes. Curiosamente, o prédio acabou não virando o Instituto Lula, mas sim outra construção, no Ipiranga. 

Uma pasta com o projeto e e-mails que falam sobre a reforma do local foram apreendidos pelos agentes. A construção tem ao todo mais de 5 mil metros quadrados de área construída.

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A negociação teria contado com a ajuda de um amigo do político, Roberto Teixeira, o mesmo que ajudou na compra do Sítio em Atibaia, também em São Paulo. O imóvel é tido como de propriedade do político, mas ele sempre negou, assim como acontece com o Tríplex, no Guarujá. Os emails apreendidos pela Polícia Federal mostram que o prédio teria sido negociado por pouco mais de R$ 10 milhões. No entanto, a DAG acabou vendendo a construção por um valor bem menor, R$ 6,8 milhões. Os agentes, através de documentos encontrados, suspeitam que o imóvel, na verdade, teria custado R$ 12,3 milhões.  Isso porque nos documentos encontrados há a expressão 'IL', que faria uma ligação com o 'Instituto Lula'.  #Crime