A Polícia Federal começa a abrir a "caixa preta" de empresas com ligação direta com a polêmica Lei Rouanet, que envolve recebimento de dinheiro para a promoção benefícios culturais recebidos por meio da autorização do Ministério da Cultura. De acordo com o jornal 'O Globo', em matéria publicada neste domingo, 03, uma das empresas que mais teria recebido recursos ilegais por meio da lei é a 'Bellini Cultural'. Por meio da operação 'Boca Livre', 243 projetos foram descobertos. Todos autorizados pelo Ministério da Cultura em 15 anos, quase 20 por ano. Ao todo, por meio da empresa, foram captados R$ 158 milhões.

À bellini, estão ligadas pelo menos outras sete pessoas físicas, além de empresas, que também estariam autorizadas a captar a fortuna dos cofres públicos.

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A Polícia acredita que R$ 180 milhões tenham sido usados irregularmente por meio do sistema de captação da Rouanet, sendo a Bellini responsável pela grande maioria desse rombo. A empresa e´conhecida por contratar grandes artistas. De acordo com uma fonte que costuma assessorar alguns desses artistas, muitos deles negam qualquer envolvimento no #Crime, mas estariam em tensão máxima, já que apenas o nome já aparecendo na mídia poderia vir a complicar.

Recentemente, o humorista Fábio Porchat entrou em uma polêmica parecida. Um escritório de advocacia de São Paulo conseguiu captar recursos da Rouanet, mas os usou para bancar uma festa interna, o que na modalidade é considerado ilegal. A empresa conseguiu captar R$ 200 mil. Com esse dinheiro, fez o festão e pagou o cachê do contratado da TV Record.

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Em entrevista ao jornal 'Folha de São Paulo', ele disse que era impossível saber de onde estava vindo o dinheiro. 

A Rouanet sempre foi uma polêmica lei e está sendo alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos deputados. O objetivo é identificar até que ponto artistas e seus produtores sabiam ou não das irregularidades. Grandes empresas, é claro, também serão investigadas. A aposta é que a lei sofrerá alterações.  #Investigação Criminal