Um crime pode envolver à campanha de reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff, que ocorreu no ano de 2014. Em reportagem publicada neste domingo, 10, pelo jornal 'O Estado de São Paulo', policiais federais mostram ter uma forte suspeita contra a CRLS Consultoria e Eventos, empresa de Carlos Roberto Cortegoso, que movimentou entre as campanhas de 2010 e 2014 R$ 50 milhões entre débitos e créditos, 20% do valor declarado como bruto à Receita Federal. A CRLS foi a segunda maior fornecedora da campanha de Dilma. 

As contas estranhas podem ser de "Caixa 2" que bancou o Partido dos Trabalhadores (PT). Um esquema milionário, que se comprovado não surpreenderia os opositores da petista, que desde a época das Eleições pedem vistas em todo o processo.

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A suspeita envolveria também desvios de propina da maior estatal brasileira, a Petrobrás, tendo participação do Ministério do Planejamento. O esquema é investigado pela 'Operação Custo Brasil', um desdobramento da Lava-Jato. O episódio mais conhecido da operação foi quando o ex-Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, acabou sendo preso. Apesar de declarar ter entrado e saído quase R$ 50 milhões entre o que recebeu e pagou, a receita da empresa aparece como menos de R$ 10 milhões. 

À Reportagem do jornal 'O Estado de São Paulo', o Instituto Lula negou qualquer irregularidade. Já o PT não foi encontrado para falar sobre o assunto. O dono da empresa de comunicação investigada recebeu da campanha de Dilma em 2014 cerca de R$ 25 milhões. Ele é conhecido como o "Garçom do Lula". Cortegoso só recebeu menos da campanha do que o marketeiro de Rousseff, João Santana, que teria desembolsado R$ 70 milhões.

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O publicitário foi preso durante a operação Lava-Jato e está na carceragem de Curitiba, no Paraná, onde trabalha o juiz federal Sérgio Moro. 

Com uma fábrica de material para campanhas criada no fim da década de 1990, a empresa de Cortegoso cresceu rapidamente assim que chegou ao poder. Já em 2006, o grupo trabalhou na campanha do ex-presidente, fazendo até mesmo estruturas para ele realizar os seus discursos. Antes de ser um mega empresário, Cortegoso trabalhava como garçom em restaurantes frequentados por petistas. O rápido enriquecimento dele deixa todos com uma pulguinha atrás da orelha.  #Dilma Rousseff #Casos de polícia