O polêmico pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e um dos maiores expoentes entre os evangélicos em todo o país, voltou a causar polêmica nas redes sociais. Neste sábado (23), em uma série de postagens no Twitter, Malafaia acusou a imprensa de ser parcial, ao omitir a informação de que os autores dos recentes atentados ocorridos nas cidades de Orlando, nos Estados Unidos, e Nice, na França, seriam homossexuais. O pastor traçou uma comparação levantando a eventual possibilidade dos atentados serem realizados por evangélicos.

Na sequência de sua série de posts, Malafaia lembrou um incidente ocorrido em junho de 2015, quando uma menina de 11 anos foi apedrejada no Rio de Janeiro ao sair de um culto de candomblé.

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Na época, o caso foi tratado pela imprensa como um ato de intolerância religiosa, o que nunca foi comprovado, segundo o pastor. No Twitter, Silas Malafaia diz que a notícia esteve por "10 dias" nas primeiras páginas dos principais jornais.

Silas Malafaia finalizou suas declarações destacando a parcialidade (na maioria dos casos) da imprensa nacional, que esconderia notícias prejudiciais à "causa gay", dando, em contrapartida, amplo destaque às "bobagens" feitas pelos pastores.

Polêmicas alimentam popularidade de Malafaia

Não é de hoje que Silas Malafaia vem alcançado notoriedade nas redes sociais, mais em razão das polêmicas do que propriamente por suas posições teológicas.

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No Twitter, o perfil do pastor conta com mais de um milhão e duzentos mil seguidores, e cada opinião compartilhada na rede obtém grande repercussão entre adeptos e opositores.

Recentemente, em seu programa independente "Vitória em Cristo", exibido em horário pago em algumas das principais emissoras de televisão do país, Malafaia exortou seus seguidores a votarem, nas eleições municipais de outubro, em candidatos evangélicos a fim de defender as propostas de interesse do segmento, como meio de "garantir o Reino de Deus na terra". A "Bancada Evangélica" conta hoje, no Congresso Nacional, com 92 parlamentares. #Religião #LGBT