A Bandeira Nacional do Brasil não pode mais ser exposta na fachada do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), localizado em um dos pontos mais conhecidos da cidade, a Avenida Paulista. A veto feio da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CCPU), que faz parte da prefeitura de São Paulo, sob o poder de Fernando Haddad, que tenta a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (#PT). A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 14, pelo site da Revista Isto É. O caso também ganhou destaque na 'Folha de São Paulo' e na 'Veja'. 

O objetivo, segundo a determinação, é fazer com que a bandeira não tenha uso político durante o período eleitoral.

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Isso porque a instituição é contra a presidente afastada Dilma Rousseff e na fachada do prédio exibiu mensagens pedindo o impeachment e a renúncia da petista. O uso simplesmente da bandeira para a prefeitura poderia prejudicar Fernando Haddad, que faz defesa de Dilma. De acordo com uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 15, ele aparece como um dos últimos candidatos nas pesquisas eleitorais, tendo apenas 8% das intenções de votos. Nomes como Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB) estão à frente do petista. 

A Fiesp não gostou da proibição e diz que isso é uma censura. Grupos de militares na internet também estão irritados. Em grupos no Facebook eles argumentam que o prefeito do PT quer estender bandeiras vermelhas pela cidade e atenta para a soberania nacional. Curiosamente, a medida assinada por um órgão vinculado à prefeitura governada por Haddad foi dada dias depois do presidente em exercício, Michel Temer, do PMDB, obrigar que eventos esportivos, culturais e filmes tenham a presença da bandeira do Brasil, quando esses são bancados pelo #Governo federal ou entidades ligadas ao governo. 

Nem mesmo em feriados nacionalistas, como o Dia da Independência (07 de Setembro) e a Proclamação da República (15 de Novembro), a bandeira poderá ser hasteada ou reproduzida por leds em São Paulo.

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Para usá-la, os interessados vão ter que pedir permissão ou pagar multas, que chegam a R$ 10 mil por dia.