Incitação ao #Crime. É por isso que Vagner Freitas está sendo indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Ele é presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e fez em agosto de 2015 um discurso polêmico em Brasília. Nesse discurso, Vagner mandou os manifestantes "pegarem" "armas" para defender a presidente afastada Dilma Rousseff. O sindicalista é conhecido pelos discursos fortes. A fala sobre as armas chocou muita gente, especialmente porque ela foi feita dentro do Palácio do Planalto, ou seja, o presidente nacional da CUT só esteve ali graças a aprovação do próprio então governo federal, que hoje está nas mãos de Michel Temer, do PMDB. 

 

De acordo com informações do portal de notícias G1 em reportagem publicada nesta sexta-feira, 08, a fala de Vagner está sendo investigada pela delegacia da Asa Norte.

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O presidente da CUT, no entanto, deve prestar depoimentos em São Paulo, onde mora. Só então as explicações do sindicalista voltaram para o Distrito Federal, onde o político será julgado. Ele pode até ser preso, caso sua fala seja considerada uma incitação ao crime. O G1 disse que conversou por telefone com Vagner. Ele teria explicado ao portal de notícias que não recebeu qualquer informação sobre a atualização do processo. 

O discurso considerado fascista do sindicalista esta nas mãos da Polícia Federal até o mês passado, quando a entidade decidiu que a apuração deveria ficar com a Polícia Civil do Distrito Federal, pois foi na cidade que aconteceu o discurso polêmico que pretendia defender a hoje afastada do cargo Dilma Rousseff. O inquérito ainda deve ser analisado pelo Ministério Público.

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O inquérito contra o presidente da CUT é um pedido dos opositores de Rousseff. Muitos defendem até que a presidente seja investigada porque teria autorizado a fala, mas isso não deve acontecer.

Lembrando que a petista ainda responde a um processo de impeachment, que começou a tramitar ainda no começo do ano. A resolução deste deve acontecer apenas em agosto, quando o Senado realizará a votação sobre a deposição.  #Investigação Criminal