Vitor Barbosa Magalhães, agora conhecido como Vitor Abdullah, mora em Guarulhos na grande São Paulo e teve sua prisão decretada pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (21), suspeito de envolvimento com terrorismo. Vitor, que é casado e pai de dois filhos (5 e 2 anos), gosta de estudar idiomas e estava prestes a se formar em Licenciatura em Língua Portuguesa e Inglesa, numa faculdade local. Ele também domina o árabe e começou a estudar russo. Segundo a a família, Vitor nunca se identificou com a religião dos país, por isso converteu-se muçulmano.

"Ele sempre foi um orgulho para mim", diz a mãe Rosimeire Barbosa, de 45 anos.

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Ela tem certeza que o filho vai provar sua inocência. "Meu filho não é terrorista", desabafa a mulher.

O professor de árabe ensinava o idioma no Youtube. Sempre foi brincalhão, cantava numa banda e, segundo os amigos, é um rapaz normal que curte a vida intensamente. Pelo fato de ensinar a Língua Árabe, foi premiado com uma bolsa de estudos no Egito, mas algumas fotos tiradas junto com outros estudantes, onde aparecia uma bandeira com inscrições, que supostamente pertencem ao Estado Islâmico, atraíram as investigações que culminaram na sua prisão.

 A operação prendeu mais dez pessoas consideradas suspeitas, uma delas é menor de idade. Os perfis são diversificados e bem diferentes do professor, entre eles, se encontram mecânicos, engenheiros e pessoas da justiça, um dos quais já foi preso por roubo e homicídio e tentou fugir.

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Outros perfis ganharam destaque e levantam maiores suspeitas por sua postura ofensiva, como o caso de Zaid Mohammad Abdul-Rahman Duarte. Marcos Mário Duarte (esse é seu nome de batismo) nascido no Maranhão, agora faz questão de ser chamado de Zaid Duarte.

Zaid tinha um canal no Youtube e um blog chamado "Islã Maranhão" onde aproveitava para transmitir ao mundo suas mensagens de ódio e admiração aos grupos extremistas. Na sua página do Facebook sempre havia fotos dele ao lado de um fuzil, com armas ligadas à guerra. Por tudo isso já poderia ter sido preso bem antes, pela lei antiterror.

De acordo com a Divisão Antiterrorismo, esses foram os primeiros brasileiros presos, suspeitos de apoiarem o Estado Islâmico. #Terrorismo #Ataque #Rio2016