Um dos suspeitos de planejar terrorismo no Brasil presos nesta quinta-feira, 22, Vitor Barbosa Magalhães, o Vitor Abdullah, é professor. Ele dá aulas de árabe para todos os interessados, especialmente via internet. O curso era ministrado até mesmo para crianças no Brasil. Morador da cidade de Guarulhos, Vitor é descrito pela família como um rapaz brincalhão. Com dois filhos e casado, ele decidiu se converter ao islamismo, alegando que não se identificava com a religião dos pais. O professor sempre gostou muito de estudar línguas. Formado em português e inglês, o jovem da periferia fala árabe e estuda russo. 

Além de estudar, a vida do rapaz foi descrita pela família como intensa.

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Ele tocava em uma banda e chegou a estudar no Egito. É dele uma das fotos que mostra os supostos terroristas no exterior. O professor aparece em uma foto com estudantes. Na imagem, inscrições em uma bandeira negra, atribuída ao grupo terrorista Estado Islâmico. Isso chamou a atenção de investigadores brasileiros, que decidiram realizar a prisão preventiva do rapaz baseados na lei antiterror. 

Além dele, outras dez pessoas foram consideradas suspeitas de #Terrorismo, uma delas é menor de idade. Os perfis dos presos são bem diversificados, envolvendo de trabalhadores comuns, até mesmo pessoas com problemas na Justiça. 

O rapaz que aparece na foto da reportagem é um dos mais ofensivos na internet. Ele é  Zaid Mohammad Abdul-Rahman Duarte, que teria trocado de nome após se identificar com o Estado Islâmico.

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Seu nome verdadeiro é Marcos. Na internet, ele tinha um blog com mensagens de ódio. O rapaz também publicava vídeos no Youtube que pedia apoio ao Estado Islâmico. Tudo isso motivou sua prisão. A foto da matéria mostra o rapaz com uma arma de paintball, que simula justamente um jogo de guerra, que pode ser entendido pelos investigadores como uma preparatório para a guerra terrorista. 

Em coletiva, o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, mesmo depois das prisões, disse que os brasileiros não precisam ficar preocupados.