A presidente afastada Dilma Rousseff, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT), parece não gostar muito da hostilização que sofre nas redes sociais. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) publicou nesta terça-feira, 05, no portal CTRL-X, uma atualização sobre ações que visam tentar tirar conteúdos da web. O site reúne 1.916 ações na Justiça contra a divulgação de informações importantes. A ideia do portal é evitar a censura ao jornalismo. A internet tem sido o principal veículo de comunicação para muitos grupos organizarem protestos importantes, como aqueles que levaram centenas de milhares de pessoas às ruas pedindo o impeachment da sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Os protestos tiveram efeito e hoje Dilma está à beira da votação no Senado, que pode votar pela sua deposição. O site mostra, por exemplo, um recorte de como foi a corrida presidencial de 2014. Rousseff teria sido alvo de 24 ações que solicitavam que informações fossem mudadas. Aécio Neves, que perdeu a eleição para a presidente, protocolou três desses processos. Já Marina Silva, que foi muito atacada na campanha chamada de "do medo", decidiu abrir duas ações na justiça. As informações foram levantadas com a ajuda do portal Lupa. 

Dos processos que envolvem a presidente afastada, dez deles foram aceitos pela Justiça, sendo deferidos. Outros dois tiveram a parcialidade de suas ações aceitas, enquanto oito deles foram negados pelos juízes de todo o Brasil. Entre as publicações feitas por Aécio Neves que foram apagadas uma delas tinha o título de "Já tirou votos de Dilma hoje?".

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Já a outra vinha com  a frase "O Brasil Acordou. Somos Aécio". A ação foi proibida por ser considerada ilegal, tendo patrocínio no Facebook, o que não é permitido. 

Vídeos que chamavam a petista com linguagem de baixo calão, usando palavras como "vagabunda", por exemplo, acabaram sendo excluídos do Youtube. O mesmo caminho  teve quem chamou Rousseff de "terrorista". A presidente ainda tentou proibir que adesivos com a frase 'Fora Dilma' e '#PT Corja' fossem vendidos na internet, mas foi derrotada.  #Dilma Rousseff