A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) anunciou que, a partir desta segunda-feira (18), irá reforçar a fiscalização nos aeroportos do país, mas destaca que a medida não tem ligação com a chegada dos Jogos Olímpicos, nem com outro fator externo. A ANAC considera que esses procedimentos de segurança seguem padrões internacionais. Na verdade, as autoridades brasileiras estão atentas aos alertas referentes a possíveis atentados terroristas durante as olimpíadas.

O certo é que todos os passageiros e suas bagagens estarão sujeitos a passar por revistas físicas (revistas aleatórias), mesmo que não haja disparo do sistema de alarme.

Publicidade
Publicidade

Neste caso, o passageiro poderá ser revistado por um agente de proteção da aviação civil do mesmo sexo. A revista poderá se dar em local público ou reservado, a critério do passageiro e dos agentes, e com a presença de testemunha. Crianças também poderão passar por essas revistas, não sendo informado o limite de idade para tal por razões de segurança.

Mesmo os passageiros de voos domésticos também deverão retirar de dentro das malas e mochilas aparelhos eletrônicos como notebooks, antes da passagem pela revista com raios-X, conforme já ocorre nos voos internacionais.

Havendo recusa na abertura das bagagens de mão, o passageiro poderá ser impedido de entrar na área de embarque. As companhias temem que haja, pelo menos nos primeiros dias, um aumento nas filas de embarque, assim como maior lentidão nos trabalhos de inspeção com raios-X.

Publicidade

Por essa razão, a ANAC recomenda que quem for viajar de avião, se apresente com pelo menos uma hora e meia de antecedência.

Embora os operadores locais prevejam a adoção de medidas para reduzir o tempo de espera, é importante que haja compreensão e colaboração da parte dos usuários, uma vez que a segurança é interesse de todos. Essas mudanças nos procedimentos valem para todos os aeroportos brasileiros e não tem data prevista para serem suspensas.

Na última sexta-feira (15), também por razões de segurança, a ANAC havia determinado a suspensão temporária de 188 aeródromos públicos nacionais que ainda não haviam submetido seus planos de zona de proteção à aprovação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). #Viagem #Rio2016