O Estado Islâmico é uma ameaça real ao país e se transformou em uma grande preocupação para os órgãos de segurança responsáveis pelos jogos olímpicos. Por isso, sem alarde, para não assustar a população, o governo brasileiro vai aumentar a presença das forças armadas no Rio de Janeiro durante as olimpíadas. Na época da candidatura da Rio 2016 à sede dos jogos, o projeto brasileiro previa que 2500 homens e mulheres do Exército, da Marinha e da Aeronáutica estariam envolvidos na segurança da cidade durante as olimpíadas. Entretanto, o efetivo real que está começando a ocupar a cidade é superior a 20 mil homens, quase dez vezes mais que o previso inicialmente.

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Além disso, a área sob responsabilidade do exército também foi ampliada. O plano inicial era que os soldados patrulhassem apenas a região de Deodoro, que inclui o Centro Olímpico de BMX, o Centro Olímpico de Hóquei, o Estádio de Canoagem Slalom, a Pista de Mountain Bike e a Arena da Juventude. Mas na prática os milhares de soldados estarão espalhados por toda a cidade, desde o aeroporto até o Parque Olímpico da Barra (distantes 31 quilômetros), de acordo com o Jornal Folha de São Paulo.

O que mudou de 2009 pra cá?

A mudança na programação se deve ao crescimento do Estado Islâmico. Em 2009, quando foi anunciada a cidade-sede das olimpíadas 2016, o mundo convivia com a ameaça da organização terrorista Al Qaeda. A entidade, entretanto, estava enfraquecida, após anos lutando contra os americanos na Guerra do Iraque.

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O #Terrorismo, embora fosse uma preocupação, parecia uma ameaça distante. Esta percepção mudou no ano passado, com a ascensão do Estado Islâmico. Os ataques a importantes cidades europeias acenderam o sinal de alerta. Em seguida vieram as descobertas da existência de simpatizantes do grupo terrorista no Brasil. 

Preocupação com sistemas de transporte

Os principais focos das forças armadas são os sistemas de transporte e os locais de competição. No Rio de Janeiro houve simulados até mesmo de desembarque anfíbio na Praia do Flamengo e cerco ao aeroporto Santos Dumont. Em Salvador, as tropas simularam um sequestro de um ferry-boat. Ataques às estações de metrô e aos estádios também são encenados, mas isto é praxe antes de qualquer grande evento.  #Ataque Terrorista