Na noite desta quarta-feira, 13, o Senado Federal registrou uma tensa discussão envolvendo dois congressistas. Um deles era Rolando Caiado, eleito pelo Democratas de Goiás. O outro era Lindbergh Farias, do Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio de Janeiro. Os dois brigaram muito feio, com direito a bate boca e até insinuações de que o Senador petista estaria na sessão sob o efeito de drogas. A coisa ficou tão feia que o presidente da casa, Renan Calheiros, eleito pelo PMDB de Alagoas, acabou se vendo obrigado a suspender a sessão durante algum tempo. 

Tudo começou ainda de forma calma. Enquanto a Câmara votava para decidir quem seria o seu novo presidente, Caiado aproveitada a calmaria do Senado para mostrar que era contra ao aumento de salários dos próprios Senadores e também para várias categorias de servidores.

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O rombo por conta do aumento chegaria a casa dos bilhões de reais. O Democratas argumentou que a crise no país faz com que nesse momento seja privilegiado a criação de empregos e não o aumento de salários. O Congressista avisa que isso cria uma enorme instabilidade. Caiado ainda negou que pudesse estar mudando de opinião.

Lindbergh, que defende a permanência da presidente afastada Dilma Rousseff no poder, não aguentou ouvir as iniciativas do colega. E disse que discutiu com Caiado há um ano o reajuste de 70% dos salários do judiciário. Apesar de não dizer o nome do Senador, ficava claro de quem Lindbergh estaria a falar. Ele disse que o Democratas era "cara de pau" e que no passado defendeu pautas bombas apenas para atrapalhar a governabilidade de Dilma. Ele ainda pediu que o colega mantivesse a coerência do discurso, do contrário, as coisas acabariam mal. 

Caiado não perdoou e insinuou claramente que o petista estaria drogada.

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Ele disse que Lindbergh tinha "pupilas dilatadas" e que "salivava" estranhamente na hora de falar. 

Caiado então pediu para responder a Lindbergh e o acusou de estar "salivando muito ultimamente" e de estar "com as pupilas muito dilatadas". O Congressista ainda mandou o petista procurar um médico. "Ele deveria primeiro apresentar em que condições ele está aqui no plenário para depois entrar no debate", argumentou.  #Governo #PT