O Senador Telmário Mota, eleito pelo PDT de Roraima, está recebendo uma forte acusação. A jovem universitária Maria Aparecida Nery de Melo, hoje com 19 anos, acusa o político que defende a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) de agredir-la violentamente. Ela fez um boletim de ocorrência no fim do ano passado, quando cansou das agressões. Em uma das violências, segundo a jovem, Telmário teria dado socos e chutes, fazendo com que ela desmaiasse. Maria disse que viveu com o Senador por três anos, ou seja, entre os quinze e os dezoito anos. Ela alega que não o denunciou antes por medo. De acordo com a jovem, Telmário teria a ameaçado de morte. 

Em entrevista ao jornal 'Folha de São Paulo' publicada nesta quarta-feira, 27, a delegada Verlânia Silva de Assis, que cuida do caso, diz que a jovem foi mesmo violentada, já que fez os exames de corpo de delito e que nele ficaram caracterizadas múltiplas lesões.

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A delegada diz que não dá para imaginar que a jovem tenha batido nela mesma durante diversas ocasiões apenas para prejudicar o Senador. Os exames mostram lesões fortes na boca, braço, joelho, costas e em outras partes do corpo da universitária. 

Em entrevista à 'Folha de São Paulo', Telmário nega não só que bateu na jovem, como também que manteve um relacionamento amoroso com ela por três anos. "Não teve negócio de agressão, não existe isso, em nenhum momento, até porque não tenho nada com ela", explicou o político, que lembrou que no ano passado chegou a propor que todos os projetos de lei contra a violência à mulher fossem agilizados no Senado. A revolta de Telmário, segundo a jovem, começou depois que ela o apresentou à sua família. Ele não gostou do modo como foi tratado e teria descontado tudo nela.

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Durante a agressão, segundo a jovem, o Senador tapou sua boca, fazendo com que sua família não ouvisse os gritos de socorro. Cinco dias depois de apanhar, a mulher decidiu prestar a queixa. Ela ainda explicou que chegou a conversar com a família sobre que atitude tomar, já que seu companheiro se tratava de um dos homens mais poderosos do estado. A jovem chegou a voltar à delegacia para retirar a queixa, mas segundo a delegada, a lei não permite que isso aconteça, já que em casos assim a apuração não depende só da vítima.  #PT #Crime