Magno Malta é um dos Senadores mais eloquentes durante o processo de #Impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Eleito pelo Partido da República do Espírito Santo, o político usou o seu tempo no Plenário nesta quinta-feira, 07, para comentar uma carta escrita por Dilma em que ela se defende. O texto foi lido pelo advogado da representante do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Cardozo, e dizia que a petista se vê mais uma vez vítima de um "golpe de estado". Para Magno Malta, Dilma erra ao se colocar o tempo todo como vítima de uma "tramoia", mas nunca reconhecer o erro. O máximo que a presidente afastada disse em sua defesa foi que "errar é humano", mas que não cometeu qualquer crime durante sua gestão.

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Ela é acusada do crime de responsabilidade no processo de impeachment. 

Para Magno Malta, Rousseff precisa admitir todas suas falhas à frente do poder executivo. Ele alega que a sucesso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva jamais reconheceu nenhuma fala, nem ela, tampouco a sua legenda eleitoreira, o Partido dos Trabalhadores (#PT). Em seguida, o representante do PR diz que os petistas se dizem infalíveis, mas acabam sendo onipresentes nas notícias envolvendo crime. "Em todo lugar em que há crime, eles estão no meio. Então, são oniscientes: estão aqui, estão ali, estão aqui, estão ali. Onipresentes também. Mas houve um lampejo. Eu pensei que ia sair alguma coisa dali, mas só foi isto: 'Qualquer pessoa erra'. E mais nada", disse o Senador bastante bravo. 

O próprio Congressista reconheceu que já cometeu erros durante sua carreira política.

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Um desses erros, segundo ele, foi ter apoiado Lula e Dilma. Surpreendentemente, Malta decidiu elogiar os Congressistas que estão na bancada de defesa da permanência da petista no poder. Segundo ele, Lindbergh Farias (PT - Rio de Janeiro), Gleisi Hoffmann (PT - Paraná) e Vanessa Grazziotin (PCdoB Amazonas) estão trabalhando dignamente, mesmo com o insucesso de Rousseff. Apesar do respeito, ele manteve a ressalva dos erros cometidos pela gestora que ficou quase seis anos no poder.