Dez pessoas são acusadas de planejarem um ataque terrorista para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começarão no dia 5 de agosto. Nesta quinta-feira (21), os suspeitos foram detidos. Pela internet, eles declaravam lealdade ao Estado Islâmico, além de combinar aulas de artes marciais, tiro e até a compra de armas no exterior. O alvo pode ter sido escolhido pelo fato do evento trazer atletas e turistas de todo o mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parabenizou a Polícia Federal e disse que acredita que o Brasil fará uma bela Olimpíada.

Em novembro de 2015, um suposto terrorista postou na rede social Twitter a seguinte mensagem: "Brasil, vocês são nosso próximo alvo".

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A mensagem foi postada logo após os atentados ocorridos na França, em que 129 pessoas morreram.

Logo após o atentado em Nice, também na França, em 14 de julho deste ano, o governo anunciou revisões nas medidas de segurança. Vários treinamentos antiterrorismo já foram realizados, e há a promessa de que mais de 22 mil militares estarão fazendo a segurança do evento.

A notícia já está repercutindo no exterior. No El País da Espanha, a notícia foi abordada como urgente e virou manchete no site. No Clarín, jornal de maior circulação na Argentina, é citada a utilização de aplicativos e redes sociais onde os acusados trocavam mensagens.

As prisões fazem parte da chamada Operação Hashtag, que investiga pessoas que podem ter feito juramentos ao Estado Islâmico e, possivelmente, planejam ataques terroristas no país.

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Há grupos com mais de 100 pessoas, porém, as mesmas não podem ser consideradas terroristas, pois não cometeram nenhum ato que os caracterizassem como tal. A operação tem como base a Lei Antiterrorismo.

Através de quebras de sigilo dos dados telefônicos dos suspeitos, foram descobertas preconizações de intolerância racial, religiosa e de gênero.

Como forma de proteção, o governo da França solicitou ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil reforço na proteção de escolas e consulados franceses. O pedido já foi enviado para 19 secretarias estaduais de segurança, que determinarão como acontecerá esse reforço. #Terrorismo #Crime #Fanatismo religioso