O presidente em exercício, Michel Temer, do PMDB, continua a tomar atitudes polêmicas que visam deixar o seu governo com o menor número de petistas possíveis. De acordo com o site 'O Antagonista', em nota publicada nesta quarta-feira, 20, a caça às bruxas continua. O novo demitido da vez é Jorge Bittar, que estava no comando da Telebras. O aliado da presidente afastada Dilma Rousseff não faz mais parte do staff da empresa. O movimento de dispensa também atingiu um grupo de funcionários do alto escalão. A nota cita uma reportagem da 'Folha de São Paulo' que garante que toda a diretoria da empresa será demitida. 

A demissão ocorreu depois que o blog político publicou uma matéria que revelava que Bittar entregou um contrato de cerca de R$ 400 milhões.

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O dinheiro seria utilizado para instalar estações na terra para ajudar a aumentar a banda larga de um consórcio. Até aí tudo bem. O problema é que o consórcio, denominado EMC, era presidido pelo ex-assessor de Jorge Bittar, Ronal Valladão. O blog ainda diz que a demissão do ex-deputado será oficializada nesta quinta-feira, 21, pelo Diário Oficial da União. No lugar de Bittar, quem assumirá a Telebras é Antônio Loss, executivo do setor de telecomunicações, que já trabalhou na Oi.

A medida é apenas mais uma para tirar petistas do comando de empresas estatais importantes. Fala-se que esse seria o início do fim do partido de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso porque a legenda vai perdendo cada vez mais influência no próprio governo e também na sociedade. A cada aliado que sai do governo, o #PT se vê mais complicado na tarefa de achar alguém que consiga rearrumar a casa até 2018, quando ocorrerão novas eleições presidenciais.

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Um dos favoritos para concorrer é o próprio Lula. 

Nem mesmo os maiores aliados de Rousseff acreditam em uma grande possibilidade dela voltar ao poder durante o processo de impeachment. A falta de esperanças estaria fazendo representantes tentarem negociar uma votação rápida contra Dilma no Senado Federal.  #Michel Temer