A presidente afastada Dilma Rousseff ficará em uma espécie de "puxadinho" na abertura dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. De acordo com o jornal 'O Globo', em reportagem publicada neste domingo, 03, o Comitê Olímpico Internacional (COI) pensou bastante e decidiu que Dilma e Michel Temer não podem ficar no mesmo lugar. A petista será tratada como "ex-presidente", ficando no mesmo lugar que outro político que sofreu um processo de impeachment, Fernando Collor de Mello. Ali também serão convidados para ficarem Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor de Mello. Já Michel Temer, do PMDB, verá a abertura dos jogos, que será realizada no estádio do Maracaná, de camarote. 

De acordo com o jornal, o espaço para Temer deve ser de pompa.

Publicidade
Publicidade

Caberá a ele abrir os jogos olímpicos. A decisão chega a causar espanto em muitas pessoas, já que o país vive um clima político ruim nos últimos tempos. Ao lado do presidente em exercício, quem deve marcar presença é o presidente do COI, Thomas Bach. Possíveis vais podem acontecer, por isso, o discurso do peemedebista deve ser curto. Na abertura da Copa do Mundo, Dilma também foi vaiada e teve dificuldades para falar que os jogos estavam começando. 

O comitê disse ao Globo que sabe que Dilma, pelo menos não tecnicamente, não é ex-presidente, por isso, tentará minimizar ao máximo qualquer tipo de dado. "Estamos buscando o ponto de constrangimento zero, mas não é muito simples", disse o porta-voz dos organizadores dos jogos, Mario de Andrada, em entrevista ao 'O Globo'. Ele revelou que apesar da situação ser atípica, o objetivo é tratar tudo com elegância e bom senso.

Publicidade

Temer teria solicitado para não esbarrar com a petista. 

Recentemente, a presidente chegou a dizer nas redes sociais que ela era uma das principais responsáveis para a realização das Olimpíadas. Faltando pouco mais de 30 dias para os jogos, a cerimônia de abertura não teve grandes detalhes revelados. No Rio, o clima olímpico praticamente não existe, especialmente por o país e o estado estarem passando por crises sem precedentes. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PMDB, chegou a criticar o estado por "não ter vergonha na cara" . #PT #Dilma Rousseff