O #Governo federal decidir fazer o "fim da mamata" no Ministério da Cultura, o MinC. De acordo com informações do jornal 'O Globo' em matéria publicada nesta terça-feira, 26, mais de setenta servidores foram demitidos da pasta atualmente ocupada por Marcelo Calero. As exonerações já foram publicadas no Diário Oficial da União. Segundo o jornal carioca, entre os que ficaram sem empregos estão nomes importantes que faziam parte de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Um dos nomes mais importantes que faz parte da onda de demissões coordenada pelo governo do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, é o de Olga Futemma, diretora da Cinemateca brasileira. 

O governo não se pronunciou até o momento sobre o que motivou as demissões, mas elas eram esperadas, já que desde que assumiu o posto no lugar da presidente afastada Dilma Rousseff, Temer tem trabalhado para retirar petistas da linha de frente do governo.

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Há dois meses e meio no cargo, ainda há setores em que as demissões não aconteceram. De acordo com o peemedebista, a versão oficial é que cargos comissionados estariam sendo retirados de seus postos para promover economia. No entanto, 'O Globo' fala em servidores e não funcionários, como é o caso dos comissionados. 

Uma das maiores polêmicas que o Ministério da Cultura passa no momento é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos deputados sobre a Lei Rouanet, que permite que artistas possam captar dinheiro para seus projetos. Além disso, o Ministro Marcelo Calero viu diversos dos projetos aprovados antes de sua gestão como alvo da Polícia Federal na Operação 'Boca Livre'.

Os agentes da lei descobriram que até festas de casamento estavam sendo bancadas por conta dos desvios da Lei Rouanet.

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É bom lembrar que o dinheiro que vai para os projetos é uma abdicação do governo federal em receber um percentual da receita federal de empresas que topam fazer o patrocínio cultural. Esse dinheiro deixa de ser investido em outras áreas.  #PT #Michel Temer