A apenas 15 dias do início das Olimpíadas, a operação Hashtag prendeu um grupo de 10 homens, nesta quinta-feira, 21, em 10 estados diferentes, acusados de preparar atos terroristas. Os suspeitos receberam prisão temporária de 30 dias, podendo ser estendida por mais 30.

Em uma entrevista coletiva, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, chamou o grupo de "amador". Os homens foram rastreados por meio de simples comentários envolvendo o #Estado Islâmico.

O grupo, que se denominava Defensores de Sharia, havia declarado apoio ao movimento terrorista Jihad. Em razão das suspeitas, eles já vinham sendo monitorados há algum tempo, mas apenas quando foi constatado o início dos atos preparatórios para um ataque a, policia pôde intervir.

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Os 10 suspeitos eram monitorados por conversas entre si no WhatsApp e pelo Telegram, onde se comunicavam com membros do Estado Islâmico. Onde foram incentivados a praticar técnicas de luta e tiro.

"Vocês chegaram a ver o vídeo?", perguntou Raul Jungmann. "É de um amadorismo. Se me permitem o linguajar vulgar, uma 'porralouquice', é realmente um grupo que não tem nada, nenhuma tradição, preparativos históricos."

Os homens pretendiam fazer um possível atentado a tiros, não com bomba, segundo Ministro de Defesa. "Eram uma célula amadora e sem preparo." Foi revelado que o grupo não se conhecia e pesquisavam na internet um forma de comprar armas, revelando sua inexperiência.

Em conversas na internet, os suspeitos mencionavam atirar com AK-47. Além do mais, foi interceptado pela policia que um deles entrou em contato com um site clandestino no Paraguai para realizar a compra da arma.

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"Eles começaram atos preparatórios, então, não seria correto simplesmente esperar para ver, e sim decretar a prisão", informou Alexandre Moraes, ministro da Justiça.

Jungmann explicou que assim que os atos do grupo se tornaram preparatórios, a policia agiu prontamente e efetuou as 10 prisões. "A lei que tipifica o #Terrorismo é muito dura e o preparativo para tal já configura crime." O grupo foi detido com base nos artigos 3º e 5º da Lei 13.260. #Ataque Terrorista