Nesta sexta-feira, 29, o Rio de Janeiro deu uma mostra que os Jogos Olímpicos já são um desastre. Em menos de 24 horas, três situações de emergência e bizarras aconteceram. Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal caiu em pleno Palácio do governo estadual, a Vila dos atletas de um princípio de incêndio no prédio da Austrália e o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) colidiu com um caminhão. Parece que os jogos viraram o do salve-se quem puder.

Posição de defesa dos governos municipal, estadual e federal

O governo tem tentado amenizar a situação, que se une a outras catástrofes. Dois caças da Marinha caíram nas últimas semanas em treinamento para os jogos.

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Os trens pararam de funcionar por horas e os estrangeiros estão passando por apuros na cidade. Um grupo de chineses, que trabalhará nos jogos, chegou a sofrer um arrastão. Um atleta da luta da Nova Zelândia, que não disputaria medalhas, foi alvo de policiais que o obrigaram a sacar R$ 2 mil em caixas eletrônicos pela cidade.

Bota a Polícia na rua

E olha que o estado está repleto de militares. Ao todo, serão 88 mil, um número recorde, quase um militar para cada 100 habitantes do estado. Esse número ainda fica maior se for contar apenas o município do Rio, que onde efetivamente os jogos serão realizados e nos locais onde as forças de segurança se concentram. O município tem quase 6,5 milhões de habitantes. São esperados 500 mil turistas de todo o Brasil e do mundo, o que faz esse número crescer um pouco.

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A mídia internacional já vem tratando os jogos na cidade como um grande vexame. Cerca de 20 mil americanos decidiram devolver os ingressos que compraram. Mesmo faltando apenas uma semana para a cerimônia de abertura dos jogos, ainda faltam serem vendidos mais de um milhão de entradas. Um jornalista australiano chegou a chamar a cidade de "favela olímpica", aproveitando os problemas encontrados em apartamentos da Vila dos Atletas. Os australianos chegaram a ir para hotéis, mas ao voltarem encontraram um princípio de incêndio. Salve-se quem puder!  #Rio2016