Trio que usava sede do Departamento Estadual de Trânsito ( Detran ) em Cuiabá para aplicar golpes é preso em flagrante e, em depoimento, envolvidos confirmam que órgão abriga vários grupos atuam em diversas modalidades de estelionato na autarquia. Edvaldo Dias da Silva, 40 anos, Antônio Ferreira Curado, 41 anos, e José Natal Arruda Said, de 38 anos, fazem parte de um grupo que aplicou golpes em pelo menos cinco vítimas, duas delas já interrogadas e que os reconheceram.

Eles se passavam por funcionários do órgão e até por major da Polícia Militar e ofereciam veículos apreendidos no pátio para venda. Atraiam as vítimas interessadas e depois do " negócio fechado ", davam o golpe e desapareciam, logo após pegarem o  dinheiro.

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Arrecadavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, dependendo da negociação. As vítimas eram atraídas via sites de compra e venda e pelo anúncio em redes sociais. 

Em seguida, membros do grupo encontravam as vítimas no pátio, mostravam o  veículo. Depois de fecharem a negociação, acertavam a entrega da documentação em um dos setores. Pegavam o dinheiro e, enquanto a vítima ficava aguardando ser chamada, desapareciam. 

A prisão foi feita por policias militares do Batalhão de Trânsito, que atua dentro do autarquia e que havia recebido denúncia da ação de um trio que usava um veículo Gol. Ao verem o  carro suspeito no local, policias fizeram a abordagem e localizaram, além de documentos de identidade falsos, uma camisa com logomarca do Detran. Em depoimento ao  delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores ( Derfva ), o  trio confirmou que atua na sede e tem muitos grupos que também praticam golpes, com a suposta venda de Carteiras de Habilitação e garantia de regularização de documentos de veículos apreendidos.

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Segundo o  delegado, deste grupo especificamente, outros integrantes são procurados. Inclusive o que se passava pelo "Major Fernandes" e quando negociava com as vítimas ostentava uma pistola na cintura, como forma de intimidar o "cliente".

A partir da divulgação da prisão dos suspeitos e de sua imagens, o delegado acredita que novas vítimas poderão procurar a Polícia. Na opinião do delegado, a própria falta de investimento em segurança orgânica do Detran, com um controle de entrada e saída de pessoas, bem com a identificação dos frequentadores, contribui para a ação dos golpistas. A pena por estelionato varia de um a cinco anos de reclusão. Os três foram encaminhados pra Audiência de Custódia.    #Crime #Investigação Criminal #Polícia Federal