Uma moradora de Jaboatão dos Guararapes, cidade que fica a cerca de 28 quilômetros de Recife, no Pernambuco, tem vivido, nos últimos dias, uma tristeza nunca antes imaginada. Maria Betânia, que até a quarta-feira (13), era mãe de nove filhos e todos com saúde e morava de aluguel em uma casa simples, porém limpinha, como sempre gostou de falar, na Estrada da Curcurana, perdeu três deles, em situações diferentes de violência em apenas oito dias.

A tragédia familiar começou no dia 13 de julho, quando ela perdeu um dos seus filhos assassinado e o seu filho mais velho, Wesley Feliciano da Conceição, de 18 anos, que assim como seu irmão morto tinha envolvimento com drogas, resolveu comprar uma arma para vingar a morte do mesmo.

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Na noite desta terça-feira (19), Wesley foi mostrar a arma, de calibre 12, para sua namorada, dentro da casa da família e acabou efetuando um disparo acidentalmente, que acabou acertando sua irmã de apenas 7 anos de idade na cabeça.  A menina Maevili Rhayane da Conceição Câmara demorou a ser atendida, devido à família morar em um local de difícil acesso, mas foi levada para a UPA - Unidade de Pronto Atendimento - de Barra de Jangada, em Recife, e depois transferida para o Hospital da Restauração, mas não resistiu ao ferimentos e faleceu.

Maria Betânia, já abalada, estava, na manhã desta quarta-feira (20), no Instituto Médico Legal - IML- no Bairro de Santo Amaro, em Recife, para liberar o corpo da filha, quando recebeu mais uma triste notícia: seu filho Wesley, havia sido morto em uma comunidade que fica próxima à casa da família.

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Ela informou que, até então, tinha a notícia de que seu filho tinha sido levado para a delegacia e hoje recebeu a notícia de que ele estava morto.

A mãe lamentou profundamente a vida errada dos dois filhos e o envolvimento no mundo das drogas, e chegou a afirmar que, quem vive nesta vida tem que morrer, mas não a sua filha, que estava dentro de casa e não merecia ter morrido. Muito abalada e revoltada, num primeiro momento, a mulher chegou a dizer que não faria o enterro do filho, que não aguentava enterrar mais ninguém, que havia dito ao filho que não suportaria mais uma morte.

Ela informou, inclusive, que o filho possuía muitas dívidas com as drogas e que acreditava que essa seria a motivação de sua morte, mas que não sabia quem teria cometido o #Crime, só sabia que foi ele quem matou a sua filha. Em prantos, ela disse que somente está em pé porque Jesus está lhe dando força, mas que está sem chão, sem vida.

#Investigação Criminal #Casos de polícia